Arquivo do Blog

Toque de Midas

Postado por

Regina Tavares

Mais posts
em 09/out/2013 - 12 Comentários

A Coca-Cola figura em mais de 200 países e se consagrou nos últimos 127 anos, ao lado do Hot-dog, das panquecas e do milk-shake, como um dos ícones mais representativos da american way of life. A valorização de sua marca é notável diante do salto milionário de suas ações no mercado: de 40 dólares em 1919 para 5 milhões de dólares nos anos 2000. O mundo inteiro se dobra pelo controverso elixir; Che que o diga.

Mas até os reis têm sua majestade colocada em xeque de vez em quando. Não bastasse ter perdido o posto de marca mais valiosa para a Apple em 2013, segundo o relatório anual de Melhores Marcas Globais da Interbrand, a tão celebrada bebida se viu em situação desconfortável diante de um consumidor brasileiro que diz ter adoecido após ter ingerido o refrigerante. Segundo ele, um rato foi encontrado numa garrafa adquirida em supermercado.

Tão logo, medidas estratégicas foram tomadas para enfrentar as acusações que poderiam comprometer a reputação e a credibilidade da empresa junto aos seus diferentes públicos: acionistas, clientes, imprensa, colaboradores etc. Após a emissão de um comunicado oficial a respeito do assunto, um novo vídeo passou a circular sob o pretexto de expor a ‘verdade’ sobre a produção da bebida. Trata-se de um compêndio de algumas de suas campanhas publicitárias mais memoráveis e da exibição do processo de produção e engarrafamento da bebida. A todo instante, há um discurso preocupado com a autoafirmação do controle de qualidade e da tradição de uma marca centenária no mercado. Ao final da campanha, a Coca-Cola convida seus consumidores a visitar suas fábricas. A atitude foi no mínimo vista como surpreendente pelos analistas de comunicação institucional, afinal a empresa não tem como característica predominante a transparência. Prova disso é que se manteve fora da Índia por 16 anos devido à exigência de divulgação da fórmula de seus produtos. A Coca-Cola não recorreu da decisão e preferiu se manter fora do país até que a exigência fosse reconsiderada.

Outro elemento intrigante está na resposta rápida dada pela marca à eventual crise, tendo em vista a ausência de prática em lidar com queixas e queda de popularidade. A Coca-Cola é uma das organizações com o menor índice de reclamações e, em alguns anos, chegou a não registrar crítica negativa em seu SAC, fato que lhe rendeu méritos e premiações pelo mundo afora. Sendo assim, para quem não costuma lidar com problemas de dimensões estrondosas, até que a companhia soube se virar bem.  A última foi responder com bom-humor as provocações do internauta Igor Dettmann Guaitolini que tece críticas à Coca-Cola a partir dos versos do rapper B Negão. Importante observar que as respostas da Coca-Cola ganharam mais likes do que as do consumidor.

Confira trechos da conversa ritmada:

Igor Dettmann Guaitolini

Que vida após vida
O que ela nos ensina
Que você não tem espírito
Você tem corpo, rapá
Pode acreditar
Que passageiro não é tripulante
Quem mata a sede é água
E não refrigerante

Coca-Cola

Olá, Igor, uma parte da sua rima queremos explicar,
refrigerantes também podem hidratar.
A água presente em várias bebidas está,
e obviamente nos refrigerantes não podia faltar.
O índice de água nas bebidas gaseificadas é bom
de 85 a 99% é a composição.
Agora, você pode tranquilamente se refrescar.
Encarar um dia quente sem Coca-Cola não dá.
Aquele abraço, pra você voltar!

Igor Dettmann Guaitolini

A rima não é minha, é do B Negão,
mas criativa tua forma de responder a oposição!
se não fosse marketing, até curtiria teu comentário,
mas sei que o consumismo enriquece seu empresário.
o mal e o bem já estão comprovados,
não é remédio, e sim veneno que vem nos gaseificados.
Já dizia minha avó que de boa intenção
o inferno tá cheio, nessa condição
te critico sem receio.

Coca-Cola

Abertos a críticas nós estamos,
positivas ou negativas pra gente tudo é válido
na nossa fan page pra restrição não há espaço.
Mas, contra fatos não há argumentos.
Entre verdades e boatos nós vivemos,
no nosso site você pode até comprovar,
que parte de uma dieta saudável nossa bebida pode se tornar.

Segundo os marqueteiros de plantão, a Coca-Cola sairá ainda mais fortalecida desta crise momentânea, haja vista a proximidade do Natal e de uma de suas maiores invenções: Papai-noel. O período sempre registra altos índices de consumo da bebida e sabe porquê?

Porque ela conhece o seu consumidor como ninguém. Quer ver? Sua mãe sabe se você arrota depois de tomar Coca-Cola numa talagada só? Algum dia revelou em público ter tomado Coca-Cola no café da manhã? Já parou para pensar em quantos cubos de gelo coloca no copo antes de tomar seu refrigerante predileto numa tarde de sol escaldante? A Coca-Cola tem as repostas para todas estas questões de cunho íntimo e pessoal. Ela sabe, por exemplo, que os norte-americanos colocam 3,2 cubos de gelo em um copo, que assistem a 69 comerciais de TV seus por ano e que preferem que as latas vendidas em máquinas estejam numa temperatura equivalente a 2 graus. Ah… E pasme: Um milhão de pessoas tomam Coca-Cola regularmente no café da manhã na terra do Tio Sam, segundo os profissionais de marketing a serviço da marca de refrigerantes mais vendida no mundo.

Relax, take it easy

Em tempos de comunicação instantânea, redes sociais, novas relações de consumo e ímpeto contestador, a necessidade de um gerenciamento de crises no mundo corporativo tornou-se uma constante no discurso do empresariado.

A ADES vem pastando o pão que o Diabo amassou, ou melhor, a fruta que a Bruxa contaminou, após um lote de suco sabor maça ter sido acusado de ter substância semelhante à soda cáustica em sua composição. Em 2011, foi a vez da PepsiCo patinar na crise. Aproximadamente 80 caixinhas de TODDYNHO, o eterno companheiro de aventuras, foram contaminadas por uma solução ácida. A reação foi uma queda expressiva nas vendas. Outro rato peralta também trouxe dor de cabeça à HEINZ, ketchup que vinha despertando preocupações na concorrência nacional. Segundo a Anvisa, pelos de rato foram detectados em determinados lotes do produto e um recall escandaloso teve de ser posto em prática. Mas, há quem sobrevive e se fortaleça na crise. A TAM se consolidou como uma das empresas de melhor desempenho no que diz respeito a momentos caóticos, como o enfrentado após a tragédia que matou inúmeras pessoas e deixou uma lamentável cicatriz na cidade paulistana. Do tapete vermelho, que se estende aos pés do cliente prestes a embarcar em mais um voo, ao bem sucedido manual de conduta e gerenciamento de crises, a corporação reposicionou sua marca de forma eficaz, afim de amenizar a associação negativa que alguns faziam entre ela e a morte.

Inté!!!

II Semana dos cursos de Design e Arquitetura

Postado por

Universidade Cruzeiro do SulSeja Bem-vindo ao Blog da Extensão da Cruzeiro do Sul.

Mais posts
em 26/set/2013 - Sem Comentários

De 01 a 04 de outubro será realizada no campus Anália Franco, nos períodos manhã e noite, a III Semana dos cursos de Arquitetura e Urbanismo, CST Design Gráfico e CST Design de Interiores, com o tema a “Interdisciplinaridade das Carreiras”.

O objetivo do evento é enriquecer e ampliar conhecimentos nas áreas, com temas propostos pelos discentes com a participação e orientação dos docentes do curso.

A programação da Semana irá propor temas diversificados que promovem reflexões e integração, valorizando as diversas áreas do conhecimento. Profissionais da área ministrarão palestras e workshops e os participantes também terão a oportunidade de participar de oficinas e exposições.

O encontro é aberto as comunidades interna e externa e o ingresso é a doação de um 1kg de alimento não perecível.”


• Clique aqui e confira a programação.

Esperançar

Postado por

Regina Tavares

Mais posts
em 05/ago/2013 - 5 Comentários

Na última sexta-feira à noite tive a oportunidade ímpar de assistir a uma palestra de Mário Sérgio Cortella. Para quem não o conhece, vale rememorar sua atuação como Secretário Municipal de Educação de São Paulo durante a administração da Prefeita Luiza Erundina ou citar livros de sua autoria como Não se desespere!, Qual é a tua obra?, Política para não ser idiota ou Não nascemos prontos, entre outros. Também é possível ouvi-lo de segunda a sexta-feira, na CBN, no quadro Escola da Vida ou assistir aos seus comentários no Jornal da TV Cultura. Sem dúvidas, estamos falando de um dos maiores pensadores de educação no país na atualidade.

O debate proposto por Cortella girou em torno de dois termos significativos e que, segundo ele, são sinônimos: política e cidadania. Para o filósofo, fazemos política todos os dias, seja ao decidir o que fazer com o óleo de cozinha usado, seja ao recolher uma casca de banana deixada por algum desatento em pleno passeio público.

Política, nesse sentido, não tem relação direta com partidos e sim com atitudes. É preciso dar um basta no conformismo e assumir uma das máximas da Ordem Beneditina: Não resmungar! É permitido discutir, criticar, e debater, mas jamais, resmungar. Devo confessar que a frase emitida por Cortella despertou boas risadas no público. Afinal, quantas vezes já dissemos por aí: “Alguém ter que fazer alguma coisa!”

Questionar algumas definições – que de tão repetidas parecem verdades – é um dos primeiros passos para o exercício da cidadania. Sendo assim, em um país marcado por uma intensa miscigenação e diversidade, é impensável termos à disposição meias cor de pele ou shampoos para cabelos normais, não é mesmo? Mais uma prova de que política se faz nas coisas mais singelas do dia a dia.

Entre tantas histórias contadas por Cortella neste happy-hour às avessas, uma me chamou a atenção; ele dizia ter presenciado a chegada de um ET no Brasil e de como fora surpreendido pelas graças do lugar. Cortella dialogava com o alienígena – que lá pelas tantas já estava com os 8 olhos esbugalhados de tanta admiração pelo país – e deixou escapar que aqui não havia ciclone, tsunami, nevasca, furacão ou qualquer coisa que o valha. Em compensação, também não havia saneamento básico, vagas nas escolas, bons atendimentos hospitalares ou alimentos para todos. “Mas, como isso é possível?”, indagou o ET. “Aqui é assim”, disse um apático Cortella que nada condizia com o palestrante que nos encarava.

Quase no final de sua exposição, ele revelou como foi determinante topar em seu caminho com um educador sublime e entender que apesar das adversidades, o ideal é esperançar, ou seja, ter esperança, algo bem diferente do verbo esperar e tão caro ao ato político e cidadão. Este educador era Paulo Freire. Mas sua história fica para um outro post.

Bom semestre e inté!

Curso de Fisioterapia ganha novo campo de estágio supervisionado

Postado por

Universidade Cruzeiro do SulSeja Bem-vindo ao Blog da Extensão da Cruzeiro do Sul.

Mais posts
em 18/jun/2013 - Sem Comentários

O curso de Fisioterapia da Universidade Cruzeiro do Sul acaba de firmar parceria para utilização de um novo campo de Estágio Supervisionado na área Esportiva, no Clube Escola Tiquatira: Centro Esportivo e Educacional Luiz Martinez – Secretaria de Esportes da Prefeitura Municipal de São Paulo.

O objetivo deste espaço é proporcionar aos alunos novas experiências na área da fisioterapia esportiva, pois desenvolvem um trabalho de prevenção de lesões no Karatê. Participam deste projeto cerca de 40 pessoas da comunidade local. “Este espaço é muito importante não só para a comunidade, que nunca tiveram contato com esse tipo de esporte, e também para os alunos, que desenvolvem atividades específicas relacionadas à saúde coletiva”, disse a professora Surama Cecilia Castro Ribeiro Lima.

ABC do futebol

Postado por

Regina Tavares

Mais posts
em 10/jun/2013 - 4 Comentários

Não vou marcar toca; iniciarei meu discurso entrando de sola. O post de hoje é sobre futebol. Espero não pisar na bola em um assunto tão querido entre os pares ‘deste solo és mãe gentil’. Pretendo vestir a camisa e vencer com maestria esta partida, assim como o professor me ensinou. Mas como o futebol é uma caixinha de surpresas, caso tudo dê em zebra, prometo pendurar minhas chuteiras e não macular mais este sagrado território para o clube dos bolinhas.

Não é segredo para ninguém que a Copa das Confederações servirá de amistoso para a Copa do Mundo em diversos setores. Todos estão de olho no desempenho do Brasil diante da aplicação dos rigores do padrão ‘Fifa de ser’. Daí um bola fora ou uma bola dentro envolve a credibilidade do país no mata-mata mundial de 2014. Incontáveis produtoras e emissoras de TV de toda parte do mundo já estão em solo brasileiro pesquisando e documentando em vídeo a tríade perfeita: Brasil, futebol e cultura. Querem saber como temos os melhores jogadores do mundo, os torcedores mais aficionados e a paixão futebolística arraigada em nossas entranhas sem o mínimo de padrão Fifa. Eis a questão, diria Hamlet. Trata-se de uma incógnita existencialista sem respostas plausíveis; é o jeito brasileiro de ser. O que dizer de um país que fala o tempo todo ‘em’ e ‘com’ futebol. Para atestar o que digo veja quantas expressões desta paixão nacional estão no vocabulário do brasileiro e consequentemente neste texto.

Aparentemente demos uma chapuletada no placar; a primeira partida no novo ‘Maraca’ contra a Inglaterra superou as expectativas. Depois de receber uma liminar nos 45 minutos finais do segundo tempo questionando irregularidades na reforma recente, o Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo, o governo do estado do Rio de Janeiro e a CBF deram conta do recado. “Nada de abrirmos o bico!”, diriam os cartolas.

É, para o bem ou para o mal, parece que chegou a hora de parar de imaginar…

Inté!

ASSINE O FEED RSS

Acompanhe nosso blog pelo feed

O BLOG

O objetivo central do veículo é estimular o senso crítico e o poder de reflexão de seus leitores sobre temas que transitam entre conhecimentos científico e de caráter geral.

ASSINE NOSSA NEWSLETTER

TAGS