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Vai de meia ou inteira?

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Regina Tavares

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em 30/jan/2012 - 5 Comentários

A Lei Geral da Copa, ainda em discussão no Congresso, tem gerado polêmicas próprias de final de mundial. Literalmente, tem embolado o meio de campo, como dizem os admiradores desta paixão nacional. Entre os impasses que têm levado cartão vermelho está a questão da meia-entrada. Para o ex-ministro do esporte, deposto recentemente, a concessão deveria ser válida apenas para os idosos. O bola da vez, ou melhor, o atual ministro, defende a meia-entrada para estudantes e ainda justifica sua opinião ao relembrar os tempos áureos de sua militância estudantil junto à UNE. Enquanto torcidas favoráveis e contrárias disputam a vitória, nos resta aguardar o apito final do verdadeiro juiz desta partida: a Câmara dos Deputados; cabe a ela rever a Lei Geral de um evento que bate a nossa porta em 2014.

Enquanto isso não acontece, vale dar um drible no cerne da questão e discutir, brevemente, os argumentos que estão por trás da defesa e da oposição à meia-entrada concedida aos estudantes.

Sabemos que a meia-entrada é uma das grandes conquistas do movimento estudantil brasileiro e que pode facilitar o acesso a eventos culturais determinantes para a formação dos jovens. Também sabemos que o preço de alguns espetáculos no Brasil é descabido, caso compararmos seu valor ao praticado em outros países. Quem costuma a ir a shows sabe bem do que estou falando. Sem a meia-entrada, o acesso ao cinema, ao teatro e demais espetáculos seria negado a milhões de estudantes brasileiros.

Sob outro ponto de vista, em alguns casos, a meia-entrada é uma ilusão. Afinal, alguns produtores culturais dobram o preço de seus espetáculos para evitar prejuízos. Assim, todos pagam mais, inclusive o estudante. Outro ponto preocupante é o aumento da falsificação de carteiras de estudantes no Brasil. Tem gente exibindo carteirinhas por aí sem nunca ter passado na frente de uma instituição educacional nos últimos dez anos. Motivo de vergonha alheia, tal fraude será inevitável num país em pleno êxtase futebolístico. Então, o que fazer? Confesso que não temos a resposta definitiva. Aliás, assumir um posicionamento aqui, seria tão complicado quanto afirmar que uma partida de futebol ou um show do Black eyed peas não são eventos culturas dignos de meia-entrada.

Entre em forma com a Cruzeiro do Sul

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Universidade Cruzeiro do SulSeja Bem-vindo ao Blog da Extensão da Cruzeiro do Sul.

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em 25/jan/2012 - 6 Comentários

Cruzeiro do Sul em Forma está com inscrições abertas para diversas modalidades esportivas.

O Programa Cruzeiro do Sul em Forma, uma realização da Pró-reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários e do Instituto de Ciências da Atividade Física e Esporte, Curso de Graduação em Educação Física está com inscrições abertas.

Atividades oferecidas: Natação, Hidroginástica, Atividades Circenses, Futebol, Basquetebol, Handebol, Voleibol, Ginástica e Avaliação Física.
Vagas limitadas!

Documentos necessários para matrícula:
• 2 fotos recentes (3X4)
• Atestado médico atualizado
• Alunos do colégio ou universidade interessados no programa deverão, ainda, apresentar cópia de matrícula de 2012.

Consulte condições para matrícula no Complexo Esportivo – Campus São Miguel localizado na Av. Afonso Lopes de Baião, 370, telefone: 2037-5861.

Sanguessugas do asfalto

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Marcelo Paes Barros

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em 05/dez/2011 - 7 Comentários

Imagine a situação: você está tranquilo no trânsito de São Paulo (se é que em algum momento ficamos assim nesta megalópole) pois, como de costume, se programou com as recomendadas 1,5 h de antecedência para um determinado compromisso. Mesmo sob o frequente fluxo intenso de automóveis, está ainda relaxado pois tudo segue sua programação normal. De repente, um imenso mar de luzes vermelhas de freio se acende onde, normalmente, não se deveria observar tal fenômeno. Uma descarga de adrenalina sobe sua espinha vertebral e você imediatamente percebe que chegará atrasado! Mas o que ocorreu?

Imediatamente, você troca a estação de rádio de músicas New Age e baladinhas relax para aquela que só informa as condições do trânsito na vã esperança de descobrir uma rota alternativa – de preferência, exclusiva para você – que te tire daquele transtorno e faça com que você cumpra seu compromisso no horário. Um acidente te espera logo ali à frente. São apenas 800m até o ocorrido, mas que te consumirão, pelo menos, 30 min. Aha! Um motoqueiro se acidentou! Você não se surpreende já que, apesar de muitos motoqueiros cumprirem à risca as leis do trânsito, talvéz um número igual de transgressores cruza o seu caminho diariamente.

Falta só um trechinho… você fica ansioso pois já vê alguns carros desviando à frente, acionando seus pisca-piscas. Calma, só mais um pouco para se desvençilhar daquele tormento. Quando você chega ao local do acidente, sua indignação (associada a um estresse ainda maior) vence qualquer paciência de monge zen-budista: o acidente é na pista DO OUTRO LADO! Sim, meu amigo, o acidente aconteceu no fluxo contrário mas os curiosos – malditos sejam – diminuem a velocidade de seus automóveis para analisar o ocorrido. Há também alguns motoboys que se aglomeram para defender o motoqueiro acidentado enquanto outros filmam o fato com seus celulares para tentar conseguir um dinheiro extra com a venda das imagens para os veículos de mídia. Todos querem ver sangue! De preferência, massa encefálica espalhada e fritando no asfalto quente! Assim como crianças quando encontram um pombo morto no pátio da escola, esses “curiosos” também gostariam de cutucar com um galho o corpo moribundo jogado ao meio-fio. Tudo isso para acrescentar algo mais nas discussões noturnas domiciliares, as quais incluem também o quanto a protagonista da novela das oito sofre nas mãos daquele crápula, o doutor Adamastor.

Você passa aquele enrosco e amaldiçoa (novamente) todos aqueles cretinos curiosos. Quando finalmente chega ao seu compromisso, você está esbaforido, vermelho, suado e nervoso. Todos perguntam sobre o que aconteceu e você responde: “Ah, um motoboy caiu na Avenida. Meus amigos, vocês tinham que ver: o cara estava desmaiado e com a tíbia partida ao meio. Tinha sangue por todo lado. Que eu tenha visto, a atendente do SAMU ficou, pelo menos, uns 30 segundos fazendo respiração boca-a-boca no cara…”

Universidade em Ação 2011

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Regina Tavares

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em 30/nov/2011 - 5 Comentários

Misture ansiedade, trabalho em equipe, solidariedade, histórias de vida surpreendentes e ótimos exemplos de ensino-aprendizagem e, em seguida, deixe agir por seis meses. A receita de sucesso tem nome, trata-se do programa extensionista Universidade em Ação, realizado anualmente pela Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários da Universidade Cruzeiro do Sul.

O objetivo central do programa é aplicar os conhecimentos adquiridos em sala de aula em situações reais vividas por organizações do Terceiro Setor (3º setor). Melhorar os trâmites administrativos, o controle financeiro e a forma de captação de recursos são apenas alguns dos aspectos analisados por universitários de cursos como Administração e Ciências Contábeis. O trabalho consiste numa consultoria empresarial, na qual, ao final da atividade, é entregue à organização envolvida uma proposta de empreendimento social sustentável. Já foram atendidas aproximadamente 200 diferentes instituições do 3º setor, tais como: ONGs (Organizações Não-Governamentais), OSCIPs (Organizações Sociais Civis de Interesse Público), fundações, institutos, ações de responsabilidade social promovidas por empresas, instituições, associações como as de bairro ou de orientação religiosa, cooperativas etc.

A forte atuação do empresariado junto às ações ditas “socialmente responsáveis” tem obtido lugar de destaque no 3º setor, bem como a presença da gerência científica e de seus profissionais em instituições diversas da sociedade civil. Há um crescente movimento de profissionalização da área e da incorporação de métodos, técnicas e estratégias específicas da área administrativa e econômica no 3º setor. A última hipótese se justifica ao notarmos a intensa concorrência enfrentada pelas instituições em busca de um financiamento, seja público ou privado.

Tal cenário levou instituições de ensino superior a reformular seus currículos e adotar estratégias didático-pedagógicas inovadoras. No que diz respeito às disciplinas necessárias à formação para 3º setor, determinados conteúdos assumiram destaque, como: Captação de Recursos; Formação de Parcerias/Alianças Estratégicas; Marco Legal do Terceiro Setor; Gestão de Mão-de-obra Voluntária; Elaboração de Projetos Sociais; e Avaliação de Políticas Sociais.

A Cruzeiro do Sul não fugiu à regra e logo aprovou a criação do programa Universidade em Ação. De 2003 a 2007, estive na coordenação do programa e me deparei com alunos em empreitadas surpreendentes, conheci pessoas que encontraram vitórias diante da adversidade e aprendi o valor da real responsabilidade social em contraposição ao assistencialismo. Em 2007, aplicamos um questionário despretensioso entre os alunos que haviam participado da presente edição do Universidade em Ação e o resultado foi muito interessante, confira alguns comentários:

“Vale lembrar, que gerações passadas de universitários, não tiveram a oportunidade de instrução abrangendo o lado social, hoje implantada na disciplina de OPMT. Há que agradecermos e incentivarmos esta atuação dentro da Universidade; há que agradecermos a oportunidade de amadurecer nossa visão social e também nos prepararmos para um mercado de infinitas possibilidades, com as quais devemos aprender a lidar com respeito, integridade e princípios solidificados”.

“O programa nos levou ao desenvolvimento pessoal, profissional e acadêmico, através da utilização dos conceitos lecionados tanto nesta como nas demais disciplinas inerentes ao curso de Administração. A iniciativa da Universidade, especialmente, do corpo docente inspira e leva à formação de futuros profissionais e cidadãos socialmente responsáveis e conhecedores das anomalias da sociedade.”

“A palavra aprendizado não expressaria de maneira exata o misto de sensações que toma conta de nós quando estamos ali dentro da ONG, seja falando como os dirigentes e voluntários, seja observando de perto o trabalho deles. É maravilhoso. E quando estamos ali, sentimos que jamais faltará esperança para o nosso povo sofrido.”

Pelo discurso dos alunos, é possível perceber os benefícios trazidos pela atuação dos universitários em uma determinada comunidade, assim como eles se sentem ao final do trabalho.

No próximo sábado, dia 3 de dezembro, no Auditório Fernando Henrique Cardoso do campus Anália Franco, você é nosso convidado para prestigiar a apresentação das melhores equipes do ano e a premiação das consultorias que mais se destacaram nesta edição. Aproveito a oportunidade para desejar sucesso para a brilhante professora Catarina Cano, que desde 2007 assumiu o desafio de conduzir o Universidade em Ação.

Acompanhe a programação:

.8h30 – Início das atividades
.9h – Início da palestra
.10h30 – Coffee-break
.11h – Apresentação dos trabalhos
.12h30 – Apresentação da banda Onix
.13h  – Encerramento

Confira um vídeo com algumas das equipes que já passaram pelo Universidade em Ação!

SALVE, LINDO PENDÃO DA ESPERANÇA!

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Renato Padovese

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em 24/nov/2011 - 1 Comentário

Ela estava lá, tremulando e testemunhando a retomada da favela da Rocinha pelas forças de segurança pública. Também esteve sobre os ombros de Júnior Cigano, na noite de glória em que o lutador conquistou o cinturão dos pesos-pesados do UFC. A propósito, é figurinha fácil nas competições esportivas internacionais, quando um atleta brasileiro chega ao alto do pódio, não raro, acompanhada de lágrimas. Foi empunhada muitas vezes pelo grande campeão Ayrton Senna, em comemoração às suas vitórias na Fórmula 1.  É claro que estou me referindo ao nosso pavilhão da justiça e do amor, ao nosso símbolo augusto da paz, que fez mais um aniversário no dia 19 de novembro.

A nossa atual bandeira surgiu quatro dias após a proclamação da República, para representar esta nova fase da história brasileira. Embora não haja, oficialmente, um significado para as formas e cores adotadas, o entendimento popularmente consagrado (inclusive nos versos de Olavo Bilac para letra do Hino à Bandeira Nacional) é de que o verde simboliza nossas florestas, o amarelo, nossas riquezas e o azul, o céu. As estrelas deste céu representam cada um dos Estados da nossa nação, que na época eram 21 e hoje são 27.  Em breve, teremos que fazer nova atualização da nossa bandeira, uma vez que está em fase adiantada a discussão no Congresso Nacional para a criação de mais três unidades federativas. Na verdade, chegou-se a propor oficialmente 18 novos Estados e 3 novos Territórios, então, para termos alguma folga, poderíamos aumentar logo para 50 o número de estrelas. E já que vamos mexer mesmo, sugiro diminuir o verde, que vem perdendo espaço no nosso território por causa do avanço da agricultura, pecuária, extração de madeira, etc. O verde dá lugar ao amarelo, afinal, já somos a sétima economia mais rica do mundo. Um amarelo mais espaçoso, porém, mais pálido, mais coerente com a pobreza que ainda prevalece na maioria da população.

As bandeiras são símbolos criados para representar o patriotismo, a identidade nacional, o sentimento de pertencimento de um povo a uma nação. Nenhum país do mundo ama mais sua bandeira do que os Estados Unidos da América. É uma estranha obsessão, incompreensível para outras nações. O país surgido da independência das treze colônias inglesas na América do Norte, em 1776, não tinha nome, era uma associação, uma confederação parecida com a atual União Européia. Talvez por isso, tenha necessidade de mostrar sua existência pelo uso exagerado da bandeira nacional.

A proclamação da República no Brasil teve forte inspiração no modelo federativo americano. A primeira bandeira republicana (que durou de 15 a 19 de novembro de 1889) é quase uma réplica da americana, com treze faixas horizontais em verde e amarelo, tendo no canto superior esquerdo as estrelas que representam os estados sobre um retângulo azul. Mesmo tendo sido modificada, o amor que o brasileiro procura exibir pelo estandarte nacional ainda revela esta influência. É apenas mais um traço do nosso americanismo.

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