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Vlado Vitorioso

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Regina Tavares

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em 01/nov/2012 - 7 Comentários

Da consagração de célebres jornalistas ao amadurecimento de quem experimenta o exercício jornalístico pela primeira vez. Assim ocorreu o 34º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos na última terça-feira (23/10) no TUCA (Teatro da Pontifícia Universidade Católica) em São Paulo. “É o Oscar do jornalismo”, anunciou o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.

Criado em homenagem ao jornalista Vladimir Herzog, assassinado em 1975 pelos agentes da Ditadura Militar, o Prêmio contempla reportagens de todo o país em nove categorias: Artes (ilustrações, charges, cartuns, caricaturas e quadrinhos), Fotografia, Documentário de TV, Reportagem de TV, Rádio, Jornal, Revista, Internet e Categoria Especial (todas as mídias) que, neste ano, teve como tema “Criança em situação de rua”.

Desde 2009, a Comissão Organizadora indica jornalistas para receber o Prêmio Especial pelos relevantes serviços prestados à causa da Democracia, da Paz, da Justiça e contra a Guerra. Neste ano, os agraciados foram os renomados jornalistas Alberto Dines e Lúcio Flavio Pinto.

Na edição de 2012, os alunos de jornalismo do 4º e 6º semestres da Universidade Cruzeiro do Sul, orientados por mim e pelo Prof. Ms. Rodrigo Maia, compareceram em peso no evento e se dispuseram a entrevistar os jornalistas e as personalidades presentes; um excelente exercício de cobertura jornalística para as mídias online, radiofônica e televisiva.

Alunos de Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul entrevistam a jornalista Miriam Leitão, uma das premiadas da noite.

Entre as diversas atrações presentes no evento, destaca-se a celebração de uma das recentes conquistas da Comissão Nacional da Verdade, instaurada em 2011: a retificação do atestado de óbito do jornalista Vladimir Herzog, mais conhecido como Vlado. Na ocasião de sua morte, durante um depoimento nas dependências do 2º Exército de São Paulo (DOI-CODI), o então diretor de Jornalismo da TV Cultura teria falecido em razão de tortura. Prontamente, o Estado alegou, na ocasião, que o mesmo havia se suicidado. O caso foi marcado como um detonador do processo de redemocratização nacional, em especial em decorrência de foto publicada (vide abaixo) em que Herzog está com as pernas dobradas, pendurado em uma grade que jamais poderia propiciar o suicídio.

Hoje, a retificação, aponta que sua “morte decorreu de lesões e maus-tratos sofridos”. A resistência empenhada pelos familiares e pela sociedade civil como um todo, assim como o desejo de preservar a memória desse mártir renovou as esperanças numa democracia transparente e redimida diante dos erros do passado. Nas palavras de Ivo Herzog, filho de Vlado, “… é imensurável o valor dessa conquista para a memória do país”.

Vale dizer que a Comissão visa investigar violações de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988 no Brasil por agentes do Governo. Suas ações não se esgotam em retificações de óbitos. Na próxima sexta-feira (2/11), às 10h30 no Cemitério Vila Formosa, haverá um ato ecumênico em memória de mortos e desaparecidos em estados totalitários.

Veja o convite abaixo, divulgue esse momento tão especial e sinta-se mais humano e civilizado, isso mesmo: “(…) mais humano e civilizado”.

“Quando perdemos a capacidade de nos indignarmos ante atrocidades sofridas por outros, perdemos também o direito de nos considerarmos seres humanos.” (Vladimir Herzog)


Distração, o mal do século

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Regina Tavares

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em 24/out/2012 - 13 Comentários

No último post eu prometi escrever sobre distração, declarei (com certa arrogância e sem embasamento científico, eu confesso): “… a dispersão é o mal do século e este é um tema para outro post…” Depois de assumir o compromisso com os nossos internautas, liguei o computador com uma missão muito clara e definida: escrever. Mas assim, como quem não quer nada, resolvi dar uma olhadinha no e-mail. Afinal, vai que tem alguma mensagem emergencial, não é mesmo?!

Preparei-me para clicar em sair e pensei: “Por que sair, se eu posso deixar o e-mail aberto e de vez em quando apertar o F5 e atualizar a página da Caixa de Entrada?”. Mal conclui o pensamento e fui interpelada pela incontrolável vontade de espiar a vida alheia no Facebook. Enquanto eu finalizava a leitura do feed de notícias dessa grudenta rede social, novas publicações teimaram em surgir no topo da página e conduziram o meu olhar para baixo. Enfim, desisti de ler todos os oportunos comentários dos meus amigos virtuais e retornei para a página em branco do Word. O cursor piscava intermitentemente.

Eis que de repente, um site de notícias saltou do roda-pé da tela inicial do computador e solicitou minha atenção. Não pude negar. Na verdade, até tentei fechá-lo a qualquer custo, mas seu bendito alerta sonoro me advertiu repressivamente. Daí em diante, de uma notícia a outra, fui conduzida por links e tags ilimitados para o tamanho da minha curiosidade. Ops! Um alerta sonoro diferente. Alguém no Facebook ou em outra rede social do momento descobriu que estou online. O que fazer? Fingir-me de morta ou ficar off-line? Estou falando de sinônimos, por acaso?

A situação não é atípica, cada vez mais um número considerável de pessoas tem se queixado da dificuldade de se concentrar em uma única tarefa, como, única e exclusivamente, ler um livro, por exemplo. Pesquisas encaminhadas pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, indicam que estamos sem foco, angustiados pelo excesso de informação presente no mundo contemporâneo. Segundo os neurocientistas envolvidos no estudo, para se adaptar à era digital, o cérebro prioriza atividades mecânicas e rápidas em detrimento das que exigem reflexão. Dados dessa mesma pesquisa indicam que – em média – uma pessoa checa seus e-mails mais de 30 vezes por dia, apesar de ter em paralelo uma atividade que requer alto poder de concentração.

Mesmo se você não tem o perfil dos “ocupadinhos de plantão”, há de convir comigo que é possível identificar estes sintomas nas pessoas de seu convívio, é só pensar nas atuais relações de ensino-aprendizagem. Estudos, como o mencionado, já avaliam por meio de exames de imagem se os cérebros das novas gerações já nascem com o mal da distração. Isso explicaria, porque apesar de solicitarmos a atenção exclusiva do aluno em sala de aula, é preciso competir com os seus colegas de classe, o seu Ipad, o seu smarthphone e sei lá mais o quê.

Não se trata de recusar os benefícios da tecnologia, muito pelo contrário, já se sabe que as crianças podem ter suas atividades cerebrais extremamente estimuladas pelo uso do computador e do videogame. A questão aqui é refletir sobre a ausência de limites… Com licença, descobriram que eu estou online…

Inté!

XVI ENIC 2012 – Encontro de iniciação científica

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Universidade Cruzeiro do SulSeja Bem-vindo ao Blog da Extensão da Cruzeiro do Sul.

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em 11/out/2012 - 2 Comentários

A Universidade Cruzeiro do Sul anuncia o XVI Encontro de Iniciação Científica e V Encontro de Iniciação à Docência, a ser realizado nos dias 09 e 10 de Novembro de 2012, no campus Anália Franco.

O evento terá como objetivos:

• congregar os trabalhos de Iniciação Científica e de Iniciação à Docência  de alunos da Universidade Cruzeiro do Sul, e de outras universidades, visando incentivar a prática investigativa como uma atividade básica para a graduação;
•  viabilizar o trabalho extra-classe, valorizando a criatividade, a organização e o trabalho em equipe;
• permitir a socialização do conhecimento entre universitários e professores de diferentes áreas.

Requisitos:

Somente poderão apresentar trabalhos e concorrer à premiação estudantes matriculados em cursos de graduação.

Observação importante
Conforme determinação e programação do Encontro Nacional de Iniciação Científica, os pôsteres deverão ser entregues, impreterivelmente, até o dia 23/10, caso contrário, o aluno estará automaticamente desclassificado do Programa.

Presença obrigatória.

Premiação

Serão 3 prêmios por área: Biológicas, Extas e Humanas (Com certificação para todos). Os projetos de Iniciação Científica serão premiados a partir de uma análise feita por uma comissão científica designada pela Pró-Reitoria de Pós- Graduação e Pesquisa.

Dos 3 vencedores (um de cada área), somente o primeiro colocado da Universidade Cruzeiro do Sul receberá passagem e estada para apresentar seu trabalho na 65ª Jornada de Iniciação Científica da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) em Recife – 2013.

Requisitos – Somente poderão apresentar trabalhos e concorrer à premiação estudantes matriculados em cursos de graduação, devidamente comprovados.

Veja fotos do último ENIC em 2011. Clique Aqui

Informações
Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa
Universidade Cruzeiro do Sul – São Paulo SP
Sr. Guilherme Augusto
telefone: (11) 2037-5805
www.cruzeirodosul.edu.br/pos
enic@cruzeirodosul.edu.br

O nono dígito

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Regina Tavares

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em 01/ago/2012 - 6 Comentários

Para os paulistanos que se queixavam da inquietante sensação de não distinguir um número de telefone celular de um número de telefone fixo, o impasse acabou. A ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações) acaba de acrescentar, no último domingo (29/07), o dígito 9 no início dos números de celulares do estado de São Paulo.

A mudança é gratuita e vale para os celulares dos 64 munícipios de São Paulo de todas as operadoras em atividade. Pelas contas da ANATEL, sem o nono dígito, a rede de telefonia móvel em nosso estado só poderia receber ativações de números por mais 7 meses. Com a mudança, 90 milhões de celulares poderão coexistir em perfeita harmonia por um tempo determinado, diga-se de passagem.

A distribuição ensandecida de chips pré-pagos como iscas para ávidos compradores e o apreço do brasileiro pelo celular podem ter contribuído para esse crash nas combinações numéricas de telefones e na qualidade da telefonia móvel.

Não é segredo para ninguém, muito menos para as prestadoras de serviço deste ramo, que estes aparelhinhos têm espaço cativo no território nacional. Já são 200 milhões de linhas móveis instaladas no Brasil. Em busca de promoções, alguns consumidores chegam a possuir uma linha de cada companhia. Vai me dizer que nunca viu alguém gravar no celular o nome do indivíduo seguido da operadora.  É assim que Fernanda virou “Fernanda OI” e André se tornou “André VIVO”. Também vale lembrar dos que já abdicaram do telefone fixo em nome dos benefícios do celular e dos que até bem pouco tempo não eram encarados como possíveis consumidores, afinal, até crianças desfilam nas escolas com celulares hi-tech.

Como quantidade e qualidade nem sempre andam juntas, vale questionar as consequências desta expansão telefônica para o brasileiro. Há uma semana, grandes operadoras foram punidas pela ANATEL por não possuírem antenas capazes de suprir a quantidade de linhas no país e, em seguida, a ANATEL favorece a proliferação desenfreada de celulares sem nenhuma espécie de controle. Estamos cansados de encarar lentidão, queda de sinal e falta de qualidade nas ligações, mesmo fora do elevador. Qual é a piada da próxima semana? Não me conta outra, vai?!

Inté!

Sanguessugas do asfalto

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Marcelo Paes Barros

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em 05/dez/2011 - 7 Comentários

Imagine a situação: você está tranquilo no trânsito de São Paulo (se é que em algum momento ficamos assim nesta megalópole) pois, como de costume, se programou com as recomendadas 1,5 h de antecedência para um determinado compromisso. Mesmo sob o frequente fluxo intenso de automóveis, está ainda relaxado pois tudo segue sua programação normal. De repente, um imenso mar de luzes vermelhas de freio se acende onde, normalmente, não se deveria observar tal fenômeno. Uma descarga de adrenalina sobe sua espinha vertebral e você imediatamente percebe que chegará atrasado! Mas o que ocorreu?

Imediatamente, você troca a estação de rádio de músicas New Age e baladinhas relax para aquela que só informa as condições do trânsito na vã esperança de descobrir uma rota alternativa – de preferência, exclusiva para você – que te tire daquele transtorno e faça com que você cumpra seu compromisso no horário. Um acidente te espera logo ali à frente. São apenas 800m até o ocorrido, mas que te consumirão, pelo menos, 30 min. Aha! Um motoqueiro se acidentou! Você não se surpreende já que, apesar de muitos motoqueiros cumprirem à risca as leis do trânsito, talvéz um número igual de transgressores cruza o seu caminho diariamente.

Falta só um trechinho… você fica ansioso pois já vê alguns carros desviando à frente, acionando seus pisca-piscas. Calma, só mais um pouco para se desvençilhar daquele tormento. Quando você chega ao local do acidente, sua indignação (associada a um estresse ainda maior) vence qualquer paciência de monge zen-budista: o acidente é na pista DO OUTRO LADO! Sim, meu amigo, o acidente aconteceu no fluxo contrário mas os curiosos – malditos sejam – diminuem a velocidade de seus automóveis para analisar o ocorrido. Há também alguns motoboys que se aglomeram para defender o motoqueiro acidentado enquanto outros filmam o fato com seus celulares para tentar conseguir um dinheiro extra com a venda das imagens para os veículos de mídia. Todos querem ver sangue! De preferência, massa encefálica espalhada e fritando no asfalto quente! Assim como crianças quando encontram um pombo morto no pátio da escola, esses “curiosos” também gostariam de cutucar com um galho o corpo moribundo jogado ao meio-fio. Tudo isso para acrescentar algo mais nas discussões noturnas domiciliares, as quais incluem também o quanto a protagonista da novela das oito sofre nas mãos daquele crápula, o doutor Adamastor.

Você passa aquele enrosco e amaldiçoa (novamente) todos aqueles cretinos curiosos. Quando finalmente chega ao seu compromisso, você está esbaforido, vermelho, suado e nervoso. Todos perguntam sobre o que aconteceu e você responde: “Ah, um motoboy caiu na Avenida. Meus amigos, vocês tinham que ver: o cara estava desmaiado e com a tíbia partida ao meio. Tinha sangue por todo lado. Que eu tenha visto, a atendente do SAMU ficou, pelo menos, uns 30 segundos fazendo respiração boca-a-boca no cara…”

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