Arquivo do Blog

Memes me!

Postado por

Marcelo Paes Barros

Mais posts
em 11/abr/2012 - 32 Comentários

Como muitos dos meus amigos na rede social Facebook sabem, sou assíduo frequentador dessa mídia digital. Sempre insiro vídeos, matérias científicas, imagens interessantes, mas NUNCA provérbios de autoria duvidosa (estou convicto que menos que 10% dos que postam verificam a correta procedência daquelas epígrafes), pensamentos filosóficos de portas de banheiros públicos, ou fotos de animais dilacerados e/ou mutilados.

Mas alguns itens da mídia Facebook realmente me chamam a atenção pela ampla divulgação como ferramenta linguística (me perdoe Prof. Carlos Andrade, se não apliquei a classificação correta), ironia atrelada e pela proliferação de seu uso. Recentemente, os que mais me surpreendem são os memes. Os memes são aquelas expressões faciais caricatas – “carinhas” – que são comumente inseridas em pequenas histórias ou associadas a fotos curiosas, mas que incrivelmente revelam uma mesma percepção sensorial ao sugerirem um repetido comportamento emocional nestas diferentes condições. Muitas matérias que discutem a origem dos “memes” citam o livro “O Gene Egoísta”, de Richard Dawkings, como referência. Segundo a definição de Dawkings, um meme seria: “(…) uma unidade de evolução cultural que se propaga de indivíduo para indivíduo”. Infelizmente, não li esse livro e não posso tecer comentários mais aprofundados sobre o assunto, mas que sua crescente aplicação sugere exatamente essa definição, isso é inegável.

Alguns memes são, aparentemente, os favoritos dos usuários da rede Facebook. Veja por exemplo, o “Forever Alone”. A caricatura não possui um traço firme, simétrico e é composta por elementos complexos para justamente, mostrar a amargura que simboliza: a (própria) ironia de se sentir rejeitado, de não ser bem apreciado pelo sexo oposto (ou o mesmo sexo, sem preconceitos). A pseudo-felicidade da condição de eterna(o) solteira(o) é expressa por um sorriso preso quase “davinciano” (inventei o termo agora!) e olhos atordoados, como saídos de um transe provocado pela recém investida frustrada com a(o) pretendente.

Outro meme muito popular é o “Troll Face”. Revela uma ação sarcástica, meio “malandra” e descompromissada. Muitos dizem, inclusive, que esse meme é típico do comportamento brasileiro, aquele que gosta de levar vantagem em tudo, certo? (seguindo a famosa Lei de Gérson, pobre jogador amaldiçoado por aquele comercial). Algumas das aplicações mais comuns desse meme envolvem atividades acadêmicas/escolares, ainda mais considerando o público majoritário da mídia Facebook:

Vixe, sabia 90% da matéria da prova, mas não caiu nada daquilo! Ainda bem que meu namorado só tinha estudado 10%…” .

O uso dos memes realmente virou uma febre que agora, tem vencido as próprias fronteiras do Facebook, e essa própria matéria aqui prova isso! Atualmente, muitos jovenzinhos tentam criar seus próprios memes, esperando uma notoriedade maior que os 15 minutos prometidos por Andy Warhol nos anos 70. A proliferação de seus memes significa o reconhecimento de seu “trabalho”, de sua inventividade e criação, difundida no meio mais importante para sua auto-afirmação: seus pares, amigos e inimigos de sua mesma faixa etária. De qualquer maneira, essa simbologia representa uma nova versão de comunicação, de Linguagem e que deve ser considerada no contexto cultural recente. Do mesmo modo, acho que cada um de nós tem o seu meme favorito, aquele que reflita nossa personalidade e assim nos defina para uma direta e contundente criação de nossa imagem. Confesso que eu também tenho o meu favorito: é o “challenge accepted”!

Acho fantástica a pluralidade da comunicação e seu dinamismo, em qualquer mídia ou veículo. Gostaria de estudar mais sobre isso. Interajam, meus amigos! Abraço

O spam e a filosofia das bolinhas

Postado por

Regina Tavares

Mais posts
em 16/mar/2012 - 7 Comentários

Ontem, resolvi como quem não quer nada, acessar a pasta spam do meu e-mail. Para quem não sabe o que é, spam é o nome dado aos e-mails indesejáveis do dia a dia. O termo foi empregado pela primeira vez em 1937 para denominar a gororoba enlatada dos soldados aliados da Segunda Guerra Mundial. No Brasil, o envio de spam não é proibido, mas corre em discussão no Senado projeto de lei para regulamentá-lo.

Em minha incursão pelo submundo dos spams encontrei de tudo: e-mails de compra coletiva, propagandas de supermercados, newsletters, correntes de fé e até um inusitado anúncio: “Compre seu Viagra pela metade do preço. Só hoje”. Devo declarar que esta não foi a primeira vez que recebi mensagens do tipo e nem tampouco sou a única a ter tal privilégio. Ao ler o e-mail em questão, encontrei informações precisas sobre contraindicações, posologia, efeitos esperados e claro, formas de pagamento. Ok, compreendo que o e-mail se tornou uma ferramenta para lá de eficiente na conquista de futuros clientes. Mas daí dispará-los sem nenhum critério já é demais. Será que o autor de tal campanha nunca ouviu falar em comunicação dirigida ou marketing direto? Nesse caso, a simples identificação do gênero do destinatário já seria oportuno, não é mesmo?

Redes sociais como o Facebook já trabalham com alternativas muito mais rentáveis e criativas. Você já deve ter percebido que basta alterar algum dado de seu perfil para se deparar com um anúncio que, supreendentemente, faz todo o sentido para você naquele momento. Para exemplificar, quem altera o status de solteiro para relacionamento sério, logo vê uma propaganda sorrateira de vestidos de noiva ou alianças surgindo no canto direito da tela. Esta estratégia pode ser o convite VIP do Facebook para ingressar na Bolsa de Valores com ações que somam no total US$100 bilhões de lucro.

Há muito tempo escutei a palestra de um influente publicitário que cai como uma luva nesta situação. Ao valorizar a eficácia das ações de marketing segmentado em detrimento às ações de comunicação de massa na atualidade, o palestrante se utilizou de uma analogia, no mínimo, interessante. Segundo ele, caso alguém atire várias bolinhas em sua direção a probabilidade de segurar ao menos uma será remota, em contraponto, caso alguém atire apenas uma bolinha em sua direção, será muito mais fácil apanhá-la prontamente.

O e-mail do Viagra desconhece a sábia filosofia das bolinhas, aposta na quantidade e não na qualidade e vive renegado ao submundo dos spams até que alguém o resgate a fim de consumi-lo ou simplesmente questioná-lo em um blog.

Inté!

BLABLABLOGUE, PENSAMENTOS E CONVERSAS NA NET…

Postado por

Carlos Augusto Andrade

Mais posts
em 08/set/2011 - 4 Comentários

Com a internet, as pessoas puderam experimentar uma aproximação virtual enorme. Conversamos hoje com pessoas do mundo todo sem sair de casa.

Com o avanço dessa rede mundial, muitos gêneros discursivos, formas de interação entre as pessoas, foram surgindo, abrindo campo para as mais variadas possibilidades comunicativas.

Lembro-me muito bem do momento em que pudemos enviar os primeiros e-mails. Quanta festa; já poderíamos entrar em contato com familiares e amigos, sem precisar sair de casa e levar ao correio uma carta. Lógico que não estou dizendo que essa vantagem atingia a todos da população, mas uma parcela considerável já podia entrar no ciberespaço e navegar por essas paragens novas e desafiadoras.

Com o passar do tempo, a terrível linha discada, vai dando lugar a banda larga que, a cada ano, ficava mais barata, possibilitando o aumento de usuários. Hoje, podemos dizer que muitas pessoas estão conectadas. Se não de casa, nas lan houses, nas escolas ou em outros aparelhos públicos que oferecem o serviço.

Dos e-mails, serviços assíncronos, para os síncronos como o antigo ICQ e agora o MSN, possibilitando as conversas online pelos chats, ou via fone.

Neste post, gostaria de tratar do Blog. Este gênero é um site que possibilita uma atualização rápida por meio de artigos, informações e dos chamados “posts” como este que você está lendo. Um Blog típico combina texto, imagem, som, links e vídeos, com a finalidade de desenvolver um tema que faz parte da política criada para ele.

Antes do formato Blog se tornar amplamente conhecido, havia outros formatos para as chamadas comunidades digitais como: Usenet, serviços comerciais online, além das velhas (nem tanto) listas de discussão e fóruns especializados.

Uma evolução dos diários online, os Blogs estão mais incrementados devido a própria facilidade das tecnologias ligadas a eles. Novas ferramentas permitem a produção e manutenção das informações em ordem cronológica, facilitando a veiculação dos posts e permitindo, ainda, uma popularização desses veículos.

Você sabia que, em 2007, por meio de um motor de busca, chamado Tchnorati, foram localizados mais de 112 milhões de blogs? Há blogs dos mais varados assuntos, literários ou não.

Bem, queremos ofertar o livro Blablablogue, organizado pelo premiado escritor Nelson de Oliveira, da Terracota Editora, que possui uma seleção de posts de blogues literários, alguns deles muito visitados e premiados.

Para tanto, basta você acertar nossa charada do mês.

Por que o bombeiro não gosta de andar?

A primeira postagem com a resposta certa ganha o Blablablogue.

Super abraço!!!!

DESINTOXICAÇÃO DIGITAL

Postado por

Regina Tavares

Mais posts
em 04/ago/2011 - 5 Comentários

Que tal ficar desconectado por um dia, uma semana ou um mês? Esta tem sido uma das recomendações de alguns médicos de plantão, ao menos nas férias. A ideia é fazer uma verdadeira desintoxicação digital em busca de equilíbrio emocional, poder de concentração e melhores relações sociais.

Provavelmente, fanáticos por tecnologia acharão a medida um tanto descabida, afinal, muitos se vangloriam do título de multi-tarefas. Tratam-se daqueles que se consideram capazes de escutar o iPhone, realizar um trabalho acadêmico, responder um e-mail e falar com seis pessoas – simultaneamente – via MSN. Definitivamente, os geeks já não são minoria.

Uma pesquisa feita nos Estados Unidos com mais de duas mil pessoas mostrou que mais da metade faz questão de ficar checando e-mails mesmo quando está de férias ou folga. Dá-lhe F5 para atualizar páginas online por aí. Celulares modernos também colaboram com a vigilância do Big Brother, não o da Rede Globo, mas o do George Orwell. Não há como não ser localizado e localizar imediatamente, quando se tem um desses brinquedinhos no bolso.

O ritmo frenético com que as informações se atualizam e concorrem entre si tem nos deixado cada vez mais ansiosos, estafados e com a sensação de que tomamos conhecimento apenas da ponta do iceberg. E olha que não se trata apenas de uma sensação; sabemos sobre tudo o que rola do Oiapoque ao Japão com a profundidade de um pires. Nas férias, a possibilidade de ficar desconectado intensifica esta sensação; conclusão: ninguém se rende.

Para quem esqueceu o real significado das férias, vale dizer que elas devem propiciar a renovação de suas energias por meio de momentos de descanso, lazer, descontração, e se possível, por meio do contato próximo com quem se ama, com a natureza e com novos lugares e pessoas que possam lhe inspirar em uma nova jornada de trabalho e estudo. Faça a experiência, se desconecte para se conectar com suas férias.

Inté!

ASSINE O FEED RSS

Acompanhe nosso blog pelo feed

O BLOG

O objetivo central do veículo é estimular o senso crítico e o poder de reflexão de seus leitores sobre temas que transitam entre conhecimentos científico e de caráter geral.

ASSINE NOSSA NEWSLETTER

TAGS