Sorria, você está sendo filmado!

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Marcelo Paes Barros

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em 02/mar/2017 - 1 Comentário

Por Marcelo Paes de Barros

Queridos leitores(as), está sendo cada vez mais difícil permanecer oculto na sociedade moderna! Por mais que você tente premeditadamente se esquivar de determinados encontros, sempre vão te achar! “Hoje não estou para ninguém!”, disse a funcionária estressada! Hahahahahaha (onomatopeia para uma gargalhada escancarada). Até parece que conseguirá! Nos 5 primeiros minutos de atraso àquele entediante compromisso, seu WhatsApp sinalizará uma mensagem não lida, dizendo: “Amiga, sua louca! Onde você se meteu?” Lamento, minha amiga, você está, sim, e estará para TODO O MUNDO!

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Tudo começou com o telefone móvel/celular lá no início dos anos 90 (ou final dos 80, nos Estados Unidos). Antigamente, você dizia onde estaria e, se assim desejasse, ligaria do orelhão local – com ficha telefônica! – para dar alguma satisfação ou tranquilizar seus pais. A incerteza da chegada fazia parte da vida social na época. Apenas supunha-se que a pessoa estaria em determinado local. Imaginava-se. Hoje em dia, todo o trajeto pode ser meticulosamente monitorado através de ligações pelo celular ou por perturbadoras mensagens de texto, aquelas que emitem um enervante “bip” sonoro a cada recebimento. Até a visualização real-time do emissor é atualmente possível com o WhatsApp ou o FaceTime. O celular é, hoje, um item imprescindível na vida das pessoas. Experimente ficar apenas um dia – ou talvez apenas algumas horas – sem seu amado aparato. Sentir-se-á nu e incomodado.  Não pelas inúmeras ferramentas que esse diminuto, embora absurdamente caro, aparelho dispõe, mas pela incontrolável necessidade de se comunicar ininterruptamente.

smartphone

Outro dia, me surpreendi quando tirava fotos na Avenida Paulista e meu celular perguntou: “Deseja publicar essas fotos do MASP – Av.Paulista em seu Instagram?”. Como assim? Como meu celular poderia saber onde eu estava e que estava tirando fotos de um dos símbolos de São Paulo? GPS, meus amigos! O “Global Positioning System” conectado a seu celular vai indicar em que exato lugar do planeta você está! Concordo que o sistema é muito útil para que você possa se deslocar em uma cidade caótica, usando o Google Maps. Sorte nossa que o GPS diz onde você está, mas NÂO O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO! Ufa! É o verdadeiro Princípio de Heisenberg aplicado para seu convívio social, rs.

Prós e contras da tecnologia, meus amigos. Incríveis vantagens da utilização do GPS pelo aplicativo Waze, por exemplo. O incrível Waze consegue te dar os melhores trajetos e uma previsão acurada do horário de chegada a seu destino. Este aplicativo colabora muito para o controle de estresse no trânsito, sem dúvidas. Curiosamente, o mesmo aplicativo pode indicar também que aquele seu colega inconveniente do trabalho está na mesma rua! Pior, ele também é avisado disso!

waze

Para concluir, recentemente um colega me informou que qualquer celular poderia ser facilmente rastreado por um simples comando do Google+. Duvidei. Ao fazer o teste, fiquei embasbacado: minha trajetória nos últimos 3 dias estava ali, explícita e visível! Que indiscrição!

Seus alcoólicos atos mais reprováveis podem ser registrados por fotos instantâneas com celular portátil e enviados naquele mesmo instante! Assim como seus discursos mais constrangedores… Cuidado! Monitoramento real-time!

A única solução que me vem à mente é um gadget dos anos 60 e que era solicitado com frequência pelo Agente 86 para repassar informações sigilosas ao seu Chefe: o CONE DO SILÊNCIO (Comédia de TV “Get Smart”, em Inglês)! Acho que a confusão criada pelo aparato na série de TV dos anos 60 era menor do que as realmente causadas hoje em dia, nesse mundo tecnológico!

cone_do_silêncio

Um abraço, meus amigos

CYBER ETIQUETA?

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Regina Tavares

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em 28/ago/2014 - 5 Comentários

Por Regina Tavares

Os últimos acontecimentos me fizeram refletir sobre a necessidade proeminente de uma espécie de cyber etiqueta ou coisa que o valha em tempos de frenesi pelas redes sociais.

Primeiro foi a filmagem de um menino levado perdendo o braço após cutucar o tigre com vara curta, envolto em sangue e bits, teimava em aparecer no feed do meu Facebook. Depois foi o bombardeio asqueroso e nefasto sobre a envergadura cênica do ator Robin Williams após seu suicídio, ainda assombrado por elementos trágicos como depressão, Mal de Alzheimer e alcoolismo.

Um enredo sombrio e nada ficcional que não impediu a comunidade digital de tecer considerações no mínimo insensíveis sobre alguém que acabava de morrer, em especial, em condições tão lamentáveis. Parece que o embrulho estomacal se estendeu a outras instâncias, pois até o Twitter prometeu rever regras de publicação sobre assédio moral após as queixas da filha do ator norte-americano sobre o que rolava na rede. Talvez ela não estivesse tão preocupada com a reputação do pai para a posteridade, mas em suma, com a dignidade do seu luto.

Logo depois da demonstração clara de falta de senso virtual, foi a vez da morte de Eduardo Campos e sua equipe no litoral paulista. Após a repercussão massiva da imprensa e a especulação sensacionalista da mídia em torno da sucessão do candidato e das causas do acidente, eis a apoteose do selfie. O autorretrato de uma mulher sorridente diante do caixão presidenciável foi a cereja do bolo que faltava para as redes sociais. Logo se tornou um meme dos mais compartilhados e comentados.

Houve quem achasse válido, democrático e justo. Para alguns companheiros virtuais, “seria uma homenagem ao mártir que ali se consagrava”, “apenas, uma demonstração de admiração documentada pelo fascínio da fotografia.” Entretanto, também houve vozes dissonantes nas entrelinhas online que julgaram a ação no mínimo inapropriada, condenável e ridícula. “É preciso se instituir uma espécie de cyber etiqueta”, um internauta esbravejou com empáfia de educador.

O fato é que não se trata de educação, classe social ou moral. O todo-poderoso presidente dos Estados Unidos, Obama, também estrelou um famoso selfie no funeral de Mandela e aparentemente incomodou a ciumenta esposa e a opinião pública. Sem-noção em funeral também não é novidade. Os estereótipos vão dos comentários impertinentes do cunhado bêbado ao choro alucinado da amante do falecido. Acredito que antes da crítica é preciso desencadear a compreensão. É necessário refletir se o que está em xeque é nossa inabilidade de criar vínculos com os acontecimentos e as experiências sem a mediação das imagens ou apenas a ancestral dificuldade em lidar com a morte.

 

Inté!

Revolto-me, logo existo

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Regina Tavares

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em 20/jun/2013 - 7 Comentários

Ontem vi um admirável mundo novo. No Facebook, minha irmã dizia ter vivido um dos melhores momentos da sua vida; uma amiga saudosa dizia ter rememorado os tempos idos das Diretas Já; meu primo elogiava a motivação juvenil; meus alunos divulgavam o modus operandi das manifestações e a agenda de uma organização heterogênea, sem lideranças definidas, mas muito bem organizada. Literalmente, saíram do Facebook para fazer história.

Corriam boatos generalistas por aí de que os manifestantes da vez não passavam de “pequeno-burgueses” travestidos de um misto de indignação alheia, euforia momentânea e partidarismo oportunista. Eu custei a acreditar, quando notei pessoas próximas a mim encarando balas de borracha e gás lacrimogêneo, munidos de coragem e muito vinagre.

Jabor que o diga, depois de condicionar manifestantes legítimos e arruaceiros descontrolados como “farinha do mesmo saco”, pediu redenção formal no jornal O Estado de S. Paulo e em cadeia nacional no telejornal da Globo. “Talvez eu seja mesmo um “cão imperialista” porque, outro dia, eu errei. Sim. Errei na avaliação do primeiro dia das manifestações contra o aumento das passagens em SP”, lamentou o cronista.

O que Jabor e tantos outros não entenderam é que estamos falando de bem mais que 0,20 centavos de insatisfação. O estopim miserável acrescido no valor da passagem do ônibus nem faz cócegas na revolta depositada no âmago do brasileiro. Em um momento de notoriedade internacional, a equação “pão e circo” não está a contento e mostra que o fim da história, traçado pelo economista Fukuyama está longe de ser uma verdade.

Há bem mais que 0,20 centavos em jogo, há também uma polícia despreparada e truculenta, uma PEC 37 a ser votada daqui a uma semana, uma corrupção desmedida, uma tal “cura gay” ganhando status de legitimidade, uma inflação acobertada a todo custo, gastos faraônicos e super-faturados com a Copa do Mundo e sei lá mais o que. Sabe o que eu vejo ao ler os cartazes improvisados no 6º ato que levou 230 mil brasileiros às ruas? Eu vejo pessoas cansadas da vitória da impunidade, da pizza, do deixa disso… Vejo todos na contramão das avenidas do descaso e da apatia. Lá no meio de uma destas avenidas, que de Estados tão diferentes se tornaram iguais neste dia épico, vi um jovem de aproximadamente 18 anos com um cartaz que me chamou a atenção. Ele dizia: Revolto-me, logo existo. Poliana como sou, logo li naquele cartaz de apenas uma frase que uma geração desejosa de ideologia, como cantava Cazuza, hoje assumia seu papel no mundo real.

Inté!!!

Interatividade? Para quem cara pálida?

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Regina Tavares

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em 28/nov/2012 - 17 Comentários

Na semana passada, o Estadão online publicou matéria sobre a polêmica e tardia reforma do Museu do Ipiranga. Há tempos a empreitada se arrasta e tem deixado inúmeros arquitetos de cabelo em pé para conservar o monumento, hoje, em péssimo estado de conservação. Para ter uma ideia, apenas 800 pessoas podem trafegar simultaneamente no espaço sem riscos de desmoronamento.

No primeiro semestre deste ano, Sheila Walbe Ornstein foi nomeada diretora do Museu e logo de cara anunciou: “É preciso deixá-lo como patrimônio, no século XIX, mas, ao mesmo tempo e cuidadosamente, transportá-lo para o século XXI.” A arquiteta disse isso em referência às diversas mudanças a serem propostas no local em sua gestão, entre elas, as que dizem respeito à interatividade.

No Twitter, os comentários dos internautas repercutiram a notícia da reforma em diferentes frentes de discussão. Uma delas me chamou a atenção: “É preciso mais mecanismos interativos neste Museu com o uso de computadores e outras ferramentas da mesma ordem.” Todos referendaram o comentário acima e o complementaram mecanicamente, sem uma maior reflexão sobre a rica discussão que se apresentava ali. Desde o início dos anos 90, com o advento da Internet, um frisson em torno da palavra interatividade tomou conta do mundo. Aparentemente, o emprego da palavra mágica “interatividade” está associado ao uso da tecnologia. No que tange à febre “museográfica” que tem acometido o indivíduo nos últimos tempos isso se acentua.

Segundo o autor Jeudy, “Os museus multiplicam-se, uma quantidade infinita de objetos, de imagens e de relatos é conservada para testemunhar as riquezas da criação cultural, da inovação técnica ou da dinâmica da significação dos modos de vida. Nada parece conseguir escapar a esse empreendimento de estocagem e de classificação.” (1990, p. 1)

No caso dos museus que se multiplicam aos montes numa sociedade em que – definitivamente – não se controla mais o tempo, um computador e uma tela de Led parecem determinantes para que haja interatividade entre visitantes e museu. Mas pergunto: Interatividade? Para quem, cara pálida? Muitos autores já sinalizaram em publicações recentes que contemplar um quadro por horas a fio no MASP, por exemplo, pode ser muito mais interativo do que visitar o Museu do Futebol e ficar boquiaberto com o espetáculo tecnológico que faz o olhar dos amantes do esporte brilhar, ou ainda que estimula crianças a clicarem freneticamente e sem propósito algum nas telas ditas “interativas”.

Incômodos como esse, se apresentam nas mais variadas relações estabelecidas pela humanidade. Outro dia escutei no rádio uma antropóloga afirmar que o namoro do século XXI nunca foi tão interativo quanto hoje com o uso das redes sociais. Até agora estou pensando: “Como assim?”. Devemos refletir sobre a distinção entre interatividade e interação para não vislumbrar, de forma ingênua, a salvação bizantina no uso da tecnologia e esquecer o quão prazerosas são determinadas formas tradicionais de se viver, como no caso do namoro ou da simples contemplação de uma obra artística.

Inté!!!

Dia da Responsabilidade Social vira reportagem da Record News

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Universidade Cruzeiro do SulSeja Bem-vindo ao Blog da Extensão da Cruzeiro do Sul.

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em 21/nov/2012 - 1 Comentário

O Dia da Responsabilidade Social na Cruzeiro do Sul foi uma ação tão bacana, que a rede de TV Record News fez uma matéria especial.

A partir dos 2:30 da matéria, é possível ver sobre as ações realizadas pelos cursos de Farmácia, economia, engenharia civil, psicologia, educação física e administração.

Confira: http://migre.me/bMsKb

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