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Novos tempos, velhas reflexões

Postado por

Carlos Augusto Andrade

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em 05/out/2011 - 10 Comentários

Ninguém pode negar que o mundo mudou. Muitas invenções facilitaram a vida das pessoas. A tecnologia cresce e a cada dia um novo produto está no mercado, buscando persuadir os seus possíveis compradores.

Alguém pode imaginar o mundo sem celular? E sem cartões de débito e crédito? Jogos eletrônicos e comunicação web. Tantas coisas que nem seria impossível relacioná-las em um post.

Fico perplexo quando vejo a interação que as novas gerações fazem com toda a tecnologia à disposição, parecem brincar com tudo de uma forma muito consciente.

A pergunta é: será que toda essa parafernalha veio para nos libertar, dando nos tempo para fazer outras coisas, ou elas a cada dia estão nos escravizando e estamos ficando completamente à mercê daquilo que foi criado?

A criatura está dominando o criador? É fácil deixar de lado esses aparelhos tão bem elaborados, bonitos e cheios de possibilidades interativas? A resposta a segunda questão, pode dar pista para a primeira.

Ontem, passei duas horas respondendo post do Facebook. Gosto da interação virtual e das amizades que são construídas via net, mas se eu fosse contar quantos desses amigos vi no último semestre, eles caberiam em uma das mãos.

Fiquei meio pasmo quando percebi que há um mês não tinha falado com minha netinha a não ser pelo Skipe, telefone, ou MSN. Ela está crescendo e em breve não vai mais querer passear com o vovô.Namorados e amigos serão mais interessantes em breve, por isso corri nesse final de semana para abraçá-la e brincar com ela, foi muito bom.
Não estou fazendo uma apologia de que devamos negar a tecnologia, desligá-la. Ela veio para ficar e se bem usada nos favorecer e muito.

A reflexão que faço nesse momento é a de saber compartilhar esses mundos: o real e o virtual, pois ambos têm suas potencialidades. O que eu acho é que devemos sair da toca às vezes. Então: vamos ao cinema? Ao teatro? Ao parque? Aos museus? À padaria da esquina tomar um café e papear? À praça conversar? Quem sabe sair do quarto e ir até a sala e assistir um programa de TV?

Estou, às vezes, no Café aqui na Universidade, no Campus São Miguel. Dê uma passada por lá, quem sabe poderemos papear um pouco, para além das fronteiras virtuais. Se não der, não vamos nos estressar, encontro com vocês por aqui, ou no face, rs.

EU QUERO TER UM MILHÃO DE AMIGOS

Postado por

Regina Tavares

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em 09/jun/2011 - 30 Comentários

Outro dia, ouvi alguns alunos combinarem uma aposta, no mínimo, curiosa. Eles deveriam disputar quem alcançaria o mérito honorável de ter 500 amigos até o final do mês. A aposta se referia ao Facebook, genial recurso para quem ousa ter um milhão de amigos: o Mark Zuckerberg, o Roberto Carlos, eu, você. Para quem acredita que “amigo é coisa para se guardar no lado esquerdo do peito” e pensou em gente de carne e osso, alerto que a meta de 500 amigos é impossível em apenas uma encarnação.

Calma, a constatação tem fundamento científico. Uma pesquisa empenhada pela Universidade de Oxford chegou à conclusão de que só podemos ter 150 amigos ao mesmo tempo. Pois é, o cérebro humano não suporta arquivar dados sobre mais de 150 pessoas simultaneamente. Para tal estudo, quem ultrapassou esse limite, mantém alguns conhecidos na condição de colegas e não de amigos sinceros.

O fato é que nas redes sociais, alguns amigos não fazem parte do seleto grupo dos 150. Prova disso é que em 2009, a divisão americana da Burger King lançou um aplicativo perverso no Facebook: a cada dez amigos excluídos do seu perfil, o usuário ganharia um sanduíche gratuitamente. E o mais polêmico: como no Facebook, nenhuma mensagem é entregue aos amigos excluídos, a Burger King enviava uma mensagem ao amigo sacrificado, informando que ele havia sido trocado por um sanduíche.

É muito bom estar perto de pessoas queridas, melhor ainda, é fazer novas amizades todos os dias. Nesse sentido, as redes sociais já possuem um papel definitivo em nossas vidas e já provaram sua influência nas amizades vivenciadas neste século. O que não dá para negar também é que, por vezes, tais redes sociais amenizam nossa consciência em meio ao cotidiano atribulado em que vivemos. Afinal, quantos abraços não foram postergados? Quantos encontros não ficaram só na promessa? Será que, às vezes, escrever no mural do dito “amigo” não representa uma atitude solitária, descomprometida e superficial?

Obviamente, no estágio complexo em que se encontra a humanidade, não é possível responder estas questões com facilidade, entretanto, vale a reflexão.

Inté!

UM CLICK AO PASSADO!

Postado por

Regina Tavares

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em 22/mar/2011 - 10 Comentários

Agasalhos com cheiro de mofo, brinquedos empoeirados, jornais amarelados pelo tempo, tralhas esquecidas. Levante a mão quem nunca buscou objetos como estes; lembranças adormecidas, pessoais e intransferíveis.

Um destes objetos memorialistas por essência é a fotografia. Não, não pense que farei aqui um manifesto em prol da fotografia analógica em detrimento da fotografia digital ou vice-versa. Nada disso. Me refiro àquelas fotografias acondicionadas em caixas de sapato antigas e que eram expostas aos amigos e familiares somente em ocasiões especiais. E, óbvio, me refiro também às fotografias postadas no álbum do Facebook, nos filmes de retrospectiva exibidos em aniversários e casamentos “moderninhos” e até mesmo àquelas fotos de celular. Todas elas são objetos memoráveis por excelência; capazes de tornar presente alguém que se foi, uma época que deixou saudades ou algo que não se tem mais.

Enfim, digital ou analógica, todas carregam significados e são esses tais significados que dizem à nossa memória o que armazenar e o que desprezar. É seguindo esta lógica que passo a duvidar da afirmação de que o brasileiro não tem memória. Afinal, não se pode chamar de desmemoriado um indivíduo que se recorda do nome de todos os jogadores e suas respectivas posições na semi-final da Copa de 1970. Na verdade, nossa memória está relacionada à nossa percepção e portanto é seletiva.
Alguns pensadores como Halbwachs, Judy e Bergson reiteram a importância da memória para a construção ou o fortalecimento da identidade cultural de um indivíduo e uma nação. Daí a necessidade de nos cercamos de objetos repletos de lembranças, entre eles, as fotografias.

Para finalizar, vamos louvar a iniciativa do CPDOC São Miguel Paulista (Fundação Tide Setúbal) ao oferecer uma oficina de fotografia e memória. A inscrição vai até 25 de março, pessoalmente (Rua: Mário Dallari, 170 – São Miguel Pta.) ou via blog CPDOC São Miguel Paulista. O único requisito para se inscrever é ter uma câmera e gostar de clicar por aí. Inté semana que vem!

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