Interatividade? Para quem cara pálida?

Postado por

Regina Tavares

Mais posts
em 28/nov/2012 - 17 Comentários

Na semana passada, o Estadão online publicou matéria sobre a polêmica e tardia reforma do Museu do Ipiranga. Há tempos a empreitada se arrasta e tem deixado inúmeros arquitetos de cabelo em pé para conservar o monumento, hoje, em péssimo estado de conservação. Para ter uma ideia, apenas 800 pessoas podem trafegar simultaneamente no espaço sem riscos de desmoronamento.

No primeiro semestre deste ano, Sheila Walbe Ornstein foi nomeada diretora do Museu e logo de cara anunciou: “É preciso deixá-lo como patrimônio, no século XIX, mas, ao mesmo tempo e cuidadosamente, transportá-lo para o século XXI.” A arquiteta disse isso em referência às diversas mudanças a serem propostas no local em sua gestão, entre elas, as que dizem respeito à interatividade.

No Twitter, os comentários dos internautas repercutiram a notícia da reforma em diferentes frentes de discussão. Uma delas me chamou a atenção: “É preciso mais mecanismos interativos neste Museu com o uso de computadores e outras ferramentas da mesma ordem.” Todos referendaram o comentário acima e o complementaram mecanicamente, sem uma maior reflexão sobre a rica discussão que se apresentava ali. Desde o início dos anos 90, com o advento da Internet, um frisson em torno da palavra interatividade tomou conta do mundo. Aparentemente, o emprego da palavra mágica “interatividade” está associado ao uso da tecnologia. No que tange à febre “museográfica” que tem acometido o indivíduo nos últimos tempos isso se acentua.

Segundo o autor Jeudy, “Os museus multiplicam-se, uma quantidade infinita de objetos, de imagens e de relatos é conservada para testemunhar as riquezas da criação cultural, da inovação técnica ou da dinâmica da significação dos modos de vida. Nada parece conseguir escapar a esse empreendimento de estocagem e de classificação.” (1990, p. 1)

No caso dos museus que se multiplicam aos montes numa sociedade em que – definitivamente – não se controla mais o tempo, um computador e uma tela de Led parecem determinantes para que haja interatividade entre visitantes e museu. Mas pergunto: Interatividade? Para quem, cara pálida? Muitos autores já sinalizaram em publicações recentes que contemplar um quadro por horas a fio no MASP, por exemplo, pode ser muito mais interativo do que visitar o Museu do Futebol e ficar boquiaberto com o espetáculo tecnológico que faz o olhar dos amantes do esporte brilhar, ou ainda que estimula crianças a clicarem freneticamente e sem propósito algum nas telas ditas “interativas”.

Incômodos como esse, se apresentam nas mais variadas relações estabelecidas pela humanidade. Outro dia escutei no rádio uma antropóloga afirmar que o namoro do século XXI nunca foi tão interativo quanto hoje com o uso das redes sociais. Até agora estou pensando: “Como assim?”. Devemos refletir sobre a distinção entre interatividade e interação para não vislumbrar, de forma ingênua, a salvação bizantina no uso da tecnologia e esquecer o quão prazerosas são determinadas formas tradicionais de se viver, como no caso do namoro ou da simples contemplação de uma obra artística.

Inté!!!

Semana Cultural 2012 na Universidade: eu quero!!!

Postado por

Carlos Augusto Andrade

Mais posts
em 09/mar/2012 - Sem Comentários

Como está seu tempo em relação a atividades culturais? Você sabia que ao se envolver nessas práticas potencializamos nossas individualidades, tornando-as mais significativas, pois conseguimos observar que fazemos parte de um mundo criativo?

É, eu acredito que participar das artes, desenvolvendo-as, ou simplesmente sendo seu expectador, promove momentos de aprendizagem que ficam marcados na nossa história pessoal.

Como bem afirma Morin (2003, p, 57): “a arte, através da música, das artes plásticas, por exemplo, assim como o tipo de economia, modos de sobrevivências, etc., são componentes que constituem a cultura de um povo e são todos importantes na educação e no desenvolvimento humano”.

Pensando assim, podemos dizer que ao vivenciarmos tais momentos criamos oportunidades de reflexão e questionamento, conseguindo, inclusive responder a maioria das nossas inquietações. É isso mesmo, quanto mais cultura, mais conhecimento e, por conseguinte, mais liberdade.

Estar inseridos no contexto cultural contribui para fortalecer o “pertencimento”, ou seja, fazer parte de um grupo que se preocupa com o potencial criativo.

Sei que a correria do dia a dia não nos permite muito sair para o teatro, o cinema, a casa de show, os lugares de exposição. Do jeito que o mundo vai, quase tudo será visitado apenas pela Internet daqui um tempo. Não fazendo nenhuma crítica, pois acho fantástico o mundo virtual.

No entanto, quer saber de uma coisa? Temos de viver os dois mundos, nada de ficar debruçado em apenas um. Por isso tomei uma decisão, tenho de encontrar espaços na agenda apertada para atividades culturais no mundo real. Levamos poucas coisas dessa vida, mas o que comemos, viajamos e vemos devem fazer parte de uma memória que acredito possa ir conosco em todos os lugares por onde tivermos de passar.

Olha que legal! Está chegando mais uma Semana Cultural na Universidade. Ajustem suas agendas, pois no período de 26 a 30 de março, teremos atividades variadas bem pertinho da gente. Não haverá desculpas… Maiores informações em www.cruzeirodosul.edu.br

Abraços apertados, cheios de cultura para todos…

Referência para a leitura: MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. Traduçãoa, Catarina Eleonor F. da Silva e Jeanne Sawaya. 8. ed. São Paulo: Cortez.

Vai de meia ou inteira?

Postado por

Regina Tavares

Mais posts
em 30/jan/2012 - 5 Comentários

A Lei Geral da Copa, ainda em discussão no Congresso, tem gerado polêmicas próprias de final de mundial. Literalmente, tem embolado o meio de campo, como dizem os admiradores desta paixão nacional. Entre os impasses que têm levado cartão vermelho está a questão da meia-entrada. Para o ex-ministro do esporte, deposto recentemente, a concessão deveria ser válida apenas para os idosos. O bola da vez, ou melhor, o atual ministro, defende a meia-entrada para estudantes e ainda justifica sua opinião ao relembrar os tempos áureos de sua militância estudantil junto à UNE. Enquanto torcidas favoráveis e contrárias disputam a vitória, nos resta aguardar o apito final do verdadeiro juiz desta partida: a Câmara dos Deputados; cabe a ela rever a Lei Geral de um evento que bate a nossa porta em 2014.

Enquanto isso não acontece, vale dar um drible no cerne da questão e discutir, brevemente, os argumentos que estão por trás da defesa e da oposição à meia-entrada concedida aos estudantes.

Sabemos que a meia-entrada é uma das grandes conquistas do movimento estudantil brasileiro e que pode facilitar o acesso a eventos culturais determinantes para a formação dos jovens. Também sabemos que o preço de alguns espetáculos no Brasil é descabido, caso compararmos seu valor ao praticado em outros países. Quem costuma a ir a shows sabe bem do que estou falando. Sem a meia-entrada, o acesso ao cinema, ao teatro e demais espetáculos seria negado a milhões de estudantes brasileiros.

Sob outro ponto de vista, em alguns casos, a meia-entrada é uma ilusão. Afinal, alguns produtores culturais dobram o preço de seus espetáculos para evitar prejuízos. Assim, todos pagam mais, inclusive o estudante. Outro ponto preocupante é o aumento da falsificação de carteiras de estudantes no Brasil. Tem gente exibindo carteirinhas por aí sem nunca ter passado na frente de uma instituição educacional nos últimos dez anos. Motivo de vergonha alheia, tal fraude será inevitável num país em pleno êxtase futebolístico. Então, o que fazer? Confesso que não temos a resposta definitiva. Aliás, assumir um posicionamento aqui, seria tão complicado quanto afirmar que uma partida de futebol ou um show do Black eyed peas não são eventos culturas dignos de meia-entrada.

MÚSICA, TEATRO, DANÇA E ARTES PLÁSTICA. É A SEMANA CULTURAL

Postado por

Universidade Cruzeiro do SulSeja Bem-vindo ao Blog da Extensão da Cruzeiro do Sul.

Mais posts
em 18/mai/2011 - Sem Comentários

Música, dança, exposições e muitas outras atrações estão programadas para a Semana Cultural da Cruzeiro do Sul, que promete agitar os quatro campi da Universidade, de 23 a 27 de maio.

A iniciativa é da Pró-reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários para promover cultura, entretenimento e interação aos alunos.

Confira a programação e participe:

Semana Cultural – Maio / 2011

Dia 23 (segunda) – São Miguel – Auditório D
10h – Concerto Visita Musical
20h – Banda ONIX – Pop Music
Exposição da Artista Plástica: Adinéia Batatinha dos Santos

Dia 24 (terça) – Pinheiros – 7º andar – Sala 705
10h – Apresentação Lítero-Musical Geografia da Alma
20h – Grupo de Estudo de Dança Afro e Manifestações Culturais – Babalotim

Dia 25 (quarta) – Liberdade – Auditório Santander – 2º andar – Bloco B
10h – Dança do Ventre Clássica
20h – Audição Pedagógica (música)

Dia 26 (quinta) – Anália Franco – Pátio Prédio Anália Franco
Exposição dos trabalhos dos alunos do Curso de Artes Visuais

Dia 27 (sexta) – São Miguel – Auditório D
10h – Banda ONIX – Pop Music
20h – Musical “A Noviça Rebelde” com participação do Prof. Walter Chamun
Exposição do Cartunista Humberto Pessoa

SEMANA CULTURAL

Postado por

Carlos Augusto Andrade

Mais posts
em 13/mai/2011 - 6 Comentários

Quantas vezes, neste mês, você visitou algum espaço cultural? E se eu perguntasse, nos últimos três meses? Sei que muitos diriam fui ao cinema, ao teatro, visitei uma exposição de artes plásticas. No entanto, tenho quase que certeza que muitas pessoas diriam: “Ops!!! Este mês só consegui trabalhar e estudar. Não tive tempo para mais nada”.

Em uma cidade como São Paulo, a falta de tempo é diretamente proporcional ao número de atividades que os diversos espaços de cultura oferecem. Desde as praças públicas, até os teatros mais sofisticados, nossa cidade é abastada de inúmeros espetáculos/exposições de caráter artístico. Ao mesmo tempo, uma grande parcela de paulistas sofre por não conseguir conciliar agenda e horário a essas atividades da grande metrópole. É um tremendo paradoxo.

No entanto, participar de atividades culturais, além de elevar nosso espírito, enriquece nosso saber. Tornamo-nos mais criativos e críticos, quando podemos participar da criatividade e da criticidade que estão presentes na materialização dos mais diversos trabalhos de nossos artistas. Se a cultura já foi observada como uma manifestação única e universal, atendendo apenas uma visão monocultural, oferecida para alguns privilegiados, hoje a vemos de forma plural. Lugar de manifestações diferenciadas, de saberes que se completam. Ela está nos muros grafitados, nos centros e oficinas culturais, na roda de amigos que curtem fazer um sarau, no teatro, no cinema, nos espaços comunitários, nas praças e ruas de brincadeiras.

Para mim, participar desses momentos/lugares/manifestações culturais é como respirar. Quando estou em algum lugar apreciando a arte, seja ela em qualquer tipo de manifestação, percebo a grandeza humana e como poderíamos dar mais cor à nossa vida.

Não fique no escuro hein!!!! Se quiser dar o primeiro passo para esse exercício de participação, aproveite, pois a Universidade está preparando uma semana cultural que já virou calendário anual. De 23 a 27/05, poderemos apreciar bem de perto várias atividades culturais que serão desenvolvidas na Cruzeiro do Sul, com o propósito de buscar esse link importante para a formação plena de seus estudantes e comunidade. Confiram na página Universidade www.cruzeirodosul.edu.br. Espero vocês por aqui.

ASSINE O FEED RSS

Acompanhe nosso blog pelo feed

O BLOG

O objetivo central do veículo é estimular o senso crítico e o poder de reflexão de seus leitores sobre temas que transitam entre conhecimentos científico e de caráter geral.

ASSINE NOSSA NEWSLETTER

TAGS