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Colégio Cruzeiro do Sul: 50 anos

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Universidade Cruzeiro do SulSeja Bem-vindo ao Blog da Extensão da Cruzeiro do Sul.

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em 19/ago/2015 - 10 Comentários

Por Regina Tavares

Quando fui convidada a falar sobre minha relação com o Colégio Cruzeiro do Sul, me senti lisonjeada e, simultaneamente, reticente. Como eu poderia falar de algo tão intrínseco a mim, em tão poucas linhas? Afinal, eu havia vivenciado o ensino infantil, fundamental, médio e superior nesta instituição de ensino. E hoje, ainda tinha o privilégio de lecionar no curso de graduação em Comunicação Social. De toda forma, aceitei o desafio e espero que meu depoimento retrate minha sincera gratidão.

50 anos

Comecei minha vida escolar no dito “Cruzeirinho” aos 7 anos de idade. Já naquele período, uma instituição que não fazia jus ao diminutivo. Pelo contrário, uma instituição de ensino grandiosa em valores e dimensão. Refiro-me aos valores, pois lá aprendi a associar o conhecimento teórico e discursivo a uma prática e caráter de extrema valia para a cidadã, profissional e docente que sou hoje. Ressalto a dimensão da instituição, pela sua discrepância positiva em relação às demais instituições de ensino presentes na região da zona leste. Notoriamente, desde o seu surgimento, houve grande empenho da coordenação pedagógica em inovar a aprendizagem ao incluir o ensino de informática no currículo, ainda pouco usual à época; ao conceber espaços diferenciados como o laboratório de línguas para o ensino de inglês e espanhol; ao estruturar o vasto acervo disponível nas bibliotecas; ao conceber eventos culturais e esportivos memoráveis ao longo dos anos letivos e, principalmente, ao empenhar extremo rigor na seleção e capacitação de seu corpo docente. Sem dúvidas, tais professores foram fundamentais para a minha formação. Certa de que os ensinamentos de um professor podem ressoar eternamente em diferentes ocasiões de nossa vida, sei que continuarei aplicando muitas lições apreendidas com tais tutores no passado. Afinal, completei apenas 12 anos de docência. Ainda há muito o que aprender.

Enfim, sinto saudades dos tempos do Colégio, mas não saudades melancólicas. Sinto saudades ternas dos mestres Flora, Janete, Ademar, Wanderley e tantos outros. Saudades das excursões orientadas por inspetores atenciosos. Saudades das tias da cantina e do pipoqueiro. Saudades de amigos ainda presentes em meu convívio. Saudades das broncas da Diretora Penalva e de tudo o mais. Sinto saudades e gratidão pela feliz infância vivida!

30 e poucas malditas primaveras

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Marcelo Paes Barros

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em 17/ago/2015 - 13 Comentários

Por Marcelo Paes de Barros

Quero aqui, queridos leitores, praticamente prestar um serviço de utilidade pública. Você, que é ainda um jovem adulto, está prestes a enfrentar um dos piores períodos da sua vida ao adentrar às, como chamo, 30 e poucas malditas primaveras. Preparem-se.

Passei dessa fase há algum tempo e hoje, fazendo uma análise pregressa e bem reflexiva, percebo que foram os anos de minha vida em que mais cometi erros. Tomei decisões precipitadas, enrijeci relações pessoais, fui radical, preconceituoso e intolerante. Amarguei um rótulo de arrogância que ainda me assombra às vezes. Nunca fui assim, mas se travesti assim naqueles anos. Percebo-me hoje mais leve, maduro e quase convicto de ter todas as variáveis sob controle. Será necessária a tormenta para a subsequente prometida bonança? O que será que aconteceu?

Meus amigos, a década dos 30 anos traz, no preceito da vida moderna, infindáveis cobranças. Primeiro: é o momento de nossas vidas no qual devemos nos estabelecer profissionalmente para tentar garantir um emprego estável. Provavelmente formado, é a hora de ganharmos independência, montarmos nosso pé-de-meia, constituir patrimônio e alavancar os planos idealizados. Naturalmente, você acreditará que tudo isso virá, única e exclusivamente, da sua força de trabalho. Serão horas à fio. Você se esfalfará de trabalhar na tentativa de se fixar em sua empresa, deixando sua vida pessoal e sua saúde relativamente de lado.

Nesse âmago, surgirão inúmeros conflitos pessoais e profissionais, já que, obviamente, muitos outros ambiciosos de 30 e poucos anos também disputarão essa posição contigo! Seus pés tremerão sobre tapetes que serão constantemente puxados. Serão contendas pessoais deflagradas, desafetos e intrigas, como naquelas séries de TV à cabo. Provavelmente, suas defesas naturais serão a soberba, a arrogância e a prepotência, as quais insuflarão sua alma. Tudo e todos conspiram contra você, é o que você imagina.

Coincidentemente (ou seria, tragicamente?), nessa mesma fase da sua vida você decidirá dar um passo à frente com sua cara-metade! A própria projeção profissional parece impor essa condição! Vocês se casam e independentemente se moram na casinha dos fundos do terreno dos seus pais ou em um flat moderno nos Jardins, a dura realidade do convívio mútuo sob 4 paredes começa a se mostrar, dia após dia, cada vez mais complicado. No início, tudo é tolerado: uma toalha molhada na cama será um descuido. Uma compra fora de hora no cartão de crédito será apenas um mimo. A visita da sogra na sexta-feira à noite fará parte da nova realidade da vida do casal. Infelizmente, meus amigos, uma gota caindo na testa não é nada, até que ela comece a cair de 10 em 10 segundos. Em um curto intervalo de tempo, esses “descuidos” tornar-se-ão tempestades violentas que abalarão as estruturas daquele domicílio e de sua própria sanidade.

Além disso, nem homens, e muito menos as mulheres, atingiram o ápice sexual aos 30 e poucos anos. Inúmeros tabus e bloqueios nas cabeças dos cônjuges normalmente conduzem a comportamentos nocivos de ambos os lados. Serão comuns situações envolvendo ciúme doentio, desconfiança, carência e, na minha opinião, o pior dos sentimentos: a expressão “o que ela(e) vai pensar de mim?”. Essa sensação auto incriminatória te assombrará e impedirá (ou atrasará) sua realização sexual. De frustração em frustração, os alicerces do tesão, do amor e da parceria são infelizmente corroídos.

frustração

Em um desfecho quase trágico, se não fosse mágico, é também a hora de dar mais sentido a sua existência: passar seus genes adiante! E, embora seja realmente uma experiência fascinante, mais energia, tempo e dedicação serão igualmente demandados para a maternidade/paternidade. Dignos, vocês desejarão ser pais presentes, atuantes e envolvidos com o crescimento e desenvolvimento de seus filhos. E é exatamente o que eu lhes pergunto: de onde virá tanta energia, tempo e dedicação para TANTAS atividades simultâneas?

Não virão, lamento. E você só se dará conta disso quando a tormenta passar. Vejo muitos amigos na casa de seus 40, quase 50 anos, corroborando essa minha teoria. Contudo, a plenitude dessa faixa etária superior só foi proporcionada justamente pelo estresse vivenciado aos 30 e poucos anos. Aprendemos com os erros. Nos adaptamos conforme as necessidades. Eu lamento muito os erros cometidos no passado, mas foram eles – ou a retratação deles – que me tornaram mais autoconfiante e convicto hoje. Agradeço cada situação difícil vivida pelo próprio desafio imposto. Aos 40-50 anos você se torna mais nostálgico e mais reflexivo. É engraçado. Sinto-me bem!

A vocês, queridos leitores e leitoras ainda longe da faixa dos “enta”, torço por uma travessia astuta. Fiquem alerta aos sinais e tentem entender seu amigo editor aqui.

Um abraço

Zona Azul: uma verdadeira zona

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Carlos Augusto Andrade

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em 09/jun/2015 - 7 Comentários

Carlos Augusto B. Andrade

É difícil acreditar que as coisas mudem. Quero acreditar, mas as iniciativas políticas de intervenção no espaço urbano cada vez me tornam mais cético.

Vocês devem conhecer a tal da Zona Azul. De acordo com o site da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), ela foi criada em 31/12/1974, por meio “do Decreto 11.661, com o objetivo de promover a rotatividade das vagas existentes, racionalizando o uso do solo em áreas adensadas, disciplinando o espaço urbano e permitindo maior oferta de estacionamento”.

logo zona azul

Como todo ato de governo, sempre parece que a intenção é boa, no entanto fica a pergunta: por que devo pagar Zona Azul para estacionar em frente ao portão da minha casa? E o que se faz com a taxa de R$ 5,00 (cinco reais) por hora do veículo estacionado. Sem contar que os estacionamentos, principalmente nas chamadas áreas adensadas que a lei preconiza cobram taxas exorbitantes sem nenhum tipo de fiscalização.

Que Zona é essa? Já pagamos IPVA (para circular com nossos carros), IPTU (imposto sobre nossas casas), além desses, seria justo pagarmos um terceiro imposto para deixar nossos carros parados em vias públicas que, também, pagamos para asfaltar, para deixa-las limpas com os serviços de limpeza urbana. Daqui a pouco, estaremos pagando para usar o espaço aéreo que está sobre nossas casas. Que tal um novo imposto o ISRV (imposto sobre roupas no varal), ou o ISCC (imposto sobre circulação na casa).

cartão zona azul

Gosto da imagem do coração no talão de Zona Azul e os dizeres são bem interessantes “Dê preferência à vida, respeite o pedestre”. Ela só serve para atenuar a raiva que tenho de pagar a taxa abusiva cobrada por folha.

No dia 06/05, meu carro foi roubado, posso cobrar a prefeitura por tê-lo estacionado em uma vaga de Zona Azul? Onde está a segurança que a população precisa? Todo esse dinheiro arrecadado vai para que lugar? É gasto de que forma?

Impostos são para quê? Pagamento de campanhas políticas? Enriquecimento ilícito? O que me deixa mais intrigado é que passamos por tudo isso sem abrirmos a boca. Todos os governantes que entram fazem o que bem lhes na dá telha e assim vai caminhando a humanidade.

No próximo post quero falar da “Ciclo Via” na Avenida Paulista… O cartão postal da cidade de São Paulo se transformou num canteiro de obras sem propósito claro e definido.

É hora de acabar com essa zona.

 

CARTAS NA MESA

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Regina Tavares

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em 18/ago/2014 - 2 Comentários

Por Regina Tavares

A Folha de S. Paulo, curiosamente, não é conhecida apenas por sua tradição jornalística, mas também por suas memoráveis campanhas publicitárias. Aliás, é o jornal brasileiro com o maior número de premiações no festival de publicidade de Cannes.

Vai dizer que não se recorda da célebre criação de Washington Olivetto intitulada Hitler. Trata-se de um mero pontinho monocromático que se soma progressivamente a outros ao som de uma narração impactante na qual o locutor revela todos os méritos do homem que se formava na imagem em preto e branco. Nada mais, nada menos que o ditador que comandara um dos maiores genocídios da história da humanidade. A peça publicitária se encerrava da seguinte forma: “É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade. Por isso é preciso tomar muito cuidado com a informação no jornal que você recebe. Folha de S. Paulo, o jornal que mais se compra e o que nunca se vende”.

O destaque agora vai para a campanha que celebra os 93 anos do segundo jornal de maior circulação do país, criada por Ricardo Chester e denominada “O que a Folha pensa”. Nela, uma série de perfis estereotipados é exibida enquanto a opinião geralmente surpreendente dos personagens é revelada.

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A ideia central é abandonar o estigma de imparcialidade que ainda carrega a maior parte dos veículos jornalísticos do ocidente. Digo isso, pois na Europa esta discussão sobre imparcialidade editorial já não figura entre a imprensa e, muitos menos, entre os leitores. Lá, muitos veículos assumem posturas partidárias, filosóficas e ideológicas sem temer censura ou recusa do público. Já no modelo norte-americano que indiscriminadamente tendenciou e tendencia o jornalismo brasileiro, é marcante a busca esquizofrênica por uma imprensa sem time, sem partido, sem religião e sem opinião concreta sobre assuntos polêmicos.

Eis um impasse para a democracia. Pois ao passo que a farsa da imparcialidade progride e se alastra, o público-leitor é conduzido por meio de manobras e artifícios a pensar de uma determinada maneira sobre diversos fatos sem julgar que há manipulação efetiva nas entrelinhas dos textos travestidos de isentos. Afinal, o texto carrega adjetivos, verbos e substantivos introdutores de opinião explícita. É o que acontece quando se opta em dizer “eles invadiram as terras tais…” e não “eles ocuparam as terras tais…”. É dispensável dizer como as fotografias, os infográficos e os demais elementos iconográficos também são farinha do mesmo saco. Selecionar um ângulo “X” em detrimento do “Y” já exprime a opinião do fotógrafo, reza a corrente teórica norte-americana Newsmaking.

Outro dia desses, a Folha que se vangloriava de ter contestado o Golpe Militar no Brasil (1964-1984) julgou em um de seus editoriais que a Ditadura não passava de uma Ditabranda. Mas era um comentário despretensioso e isento, né!?

Ao longo do século XX, a divisão entre publicidade e imprensa era notória e respeitada nos veículos de comunicação. É a guerra velada entre Estado e Igreja, diziam alguns jornalistas que evitavam cruzar com publicitários no corredor do jornal para evitar a possível tentação de preservar um anunciante em potencial numa reportagem que o levaria à falência. Hoje, a fronteira que divide os dois setores está cada vez mais tênue. Não quero com isso dizer que a submissão aos anunciantes e a determinados partidos políticos seja condicionante para a sobrevida em meio a um mercado fragilizado pelas novas tecnologias. Afinal, sem independência para publicar, não há credibilidade e sem credibilidade não leitores. Simples assim.

Entretanto, não sejamos ingênuos. Todo veículo jornalístico tem um mantenedor que necessita de lucro para manter a estrutura técnica, tecnológica, logística e humana de seu negócio de pé. E, nesse sentido, sua filiação a determinadas personalidades do poder político e empresarial pode lhe custar a derrocada ou o sucesso incontestável.

Não à toa, a Folha traz uma campanha que declara a opinião do veículo sobre temas polêmicos, como o casamento gay, a legalização das drogas, as cotas raciais etc. A cereja do bolo está no contexto em que a campanha é lançada: pré-eleições presidenciais. A Folha quis se libertar o quanto antes do ranço de imparcialidade que ainda carrega a imprensa nacional para declarar sem grilos e culpa seu amor e ódio pelo candidato “A” ou “B”, ainda no primeiro turno.

Aguardemos a edição desta declaração tão óbvia.

A seguir, uma lista, publicada pela Meio e Mensagem com a opinião da Folha de S. Paulo sobre alguns temas polêmicos:

Aborto – O jornal considera uma questão de saúde pública, no qual prevalecem os direitos da gestante

Bolsa Família – A favor de programas de transferência de renda e das atuais contrapartidas colocadas a seus beneficiários, mas critica as poucas portas de saída de usuários

Cotas – A favor de definições segundo critérios sociais, e não raciais

Cuba – O jornal considera injusto o embargo americano, mas critica a anuência do Estado brasileiro com violações de direitos humanos no País

Cultura – A favor da livre produção intelectual, sem censura, como no caso de biografias não-autorizadas, e também de direitos autorais sobre obra

Doações a políticos – Sustenta que esses valores devem ter teto, mas admite que empresas possam doar

Drogas – A favor da descriminalização, começando pela maconha, porém em coordenação internacional

Educação – Diz ser “imperiosa” a definição de um currículo nacional mínimo, “enxuto, sem experimentalismos”

Eleições – É a favor de voto facultativo, distrital em lista aberta e defende tempo de TV e fundo partidário proporcionais a desempenho parlamentar

Internet – Apoia a neutralidade de rede em discussão no Marco Civil e a formulação de um plano de remuneração aos produtores de conteúdo

Israel-Palestina – Contra os assentamentos de judeus em território palestino, defende dois Estados de capital compartilhado

Mercosul – Defende que o bloco opere tão somente como zona de livre-comércio

Mobilidade urbana – Diz que tarifa zero em transportes públicos é uma medida irrealista

Previdência – Apoia a reforma, com aumento da idade da aposentadoria

Privatização – Defende conceder mais serviços públicos a empresas privadas

Saúde – Apoia uma reforma gerencial do setor, citando as organizações sociais, e diz que recorrer a médicos estrangeiros é aceitável, embora paliativo

Segurança pública – Contra pena de morte, maioridade penal e endurecimento de penas; a favor de progressão de regime nas prisões e de penas alternativas

União homossexual – A favor do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo com os mesmos direitos de uniões heterossexuais

DESABAFO! CHEGOU A HORA DE MUDAR!

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Carlos Augusto Andrade

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em 13/ago/2014 - 6 Comentários

Por Carlos Augusto Andrade

Conversei com várias pessoas que estão desgostosas com a política. Em que e quem acreditar? Como usar o direito de voto acertadamente? Que mudanças reais são necessárias para, de fato, mudar o curso ruim de certas coisas que temos ouvido e visto?
Tantas perguntas e quase não temos respostas claras para nenhuma delas. Elas afetam muita gente e, a grande maioria das pessoas, não consegue observar criticamente como estão sendo manobradas por pessoas inescrupulosas e eu diria até sanguinárias. É isso mesmo!! Pareço exagerado? Será que temos consciência de quantas pessoas no Brasil morreram por falta de atendimento ou de medicamentos na área da saúde? Ou quantas pessoas tiveram seu direito de educação de qualidade retirado por falta de melhores condições para o ensino e aprendizagem reais? A educação, para mim, é profética, pois ela constrói o futuro da nação… Jovens bem preparados serão cidadãos conscientes que se dedicarão ao bem comum.

Os jornais do país ou estão falando de futebol ou de desvios de verbas públicas. Pouco se fala de proposições, planejamento ou mesmo melhoria de vida que não esteja ligada a pão e circo. Parece que se existir pão, ainda que seco, e circo para a população o trabalho estará feito.

Cansa ter de pagar tantos impostos e ver esse dinheiro desviado por meio de corrupções constantes. Não há ingenuidade neste texto. A corrupção existe desde que o homem existe. A pergunta é quando e quem poderá mudar o curso desse fiasco de falar uma coisa no palanque e agir de forma tão controversa quando eleito.

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Quando o mundo vai nos enxergar como um país de grandes cientistas e humanitário, pois cuida da sua gente com dedicação e coragem. Já me cansei de ser lembrado por futebol e samba somente. Não estou menosprezando essas duas fantásticas formas de cultura. Mas elas não são suficientes para dar a credibilidade necessária ao mundo.
Fazer política deveria ser um ato cívico. Os nossos representantes receberiam um pró-labore pelos projetos que encaminhassem e pelas discussões que realizassem, mantendo seus empregos em parte da semana e dedicando-se em uma outra parte a servir o povo. Nenhum cidadão tem imunidade, quem trabalha honestamente nem precisa dela; um basta a imunidade parlamentar. O que precisamos é uma reforma política para termos mais controle sobre quem elegemos para nos governar.

Sei que parece utópico tudo o que estou dizendo. É extremamente difícil quebrar um esquema de séculos. No entanto, acredito que não só eu, mas muitas pessoas estão cansadas de verem os mesmos rostos, prometendo a mesma coisa. Quem assiste o horário político, parece o “vale a pena ver de novo” só que numa edição mórbida.

Se vivemos uma nova sociedade na qual a ciência e tecnologia crescem tão rapidamente, temos o dever de votar em pessoas que não nos achem ingênuos. Uma nova política exige novos rostos. Com isso não quero generalizar, há pessoas dignas na política brasileira, eu mesmo conheço algumas. Elas precisam ser fortalecidas, pois como diz o ditado, andorinha só não faz verão.
Se você está cansado de ouvir sobre propina, desvio de verbas públicas, pagamentos para conseguir votos, aumento de impostos sem justificativa plausível para tal ação, é necessário arcar com ônus de uma decisão corajosa – olhar cada candidato nos olhos, ouvir propostas, sentir suas reações às indagações críticas, e voltar para MUDAR.
É um desabafo de alguém que sempre acreditou no bem comum.

Abraços.

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