Lembrei-me de alguns textos que li na escola enquanto garoto. Gostava muito das lendas gregas, entre elas, uma que me chamou muito a atenção foi a de uma Esfinge (em grego antigo Σφίγξ). Ela era um demônio de destruição e má sorte, parecida com um leão alado com cabeça de mulher. Segundo a lenda, foi enviada da Etiópia para Tebas por um Deus. Ela aterrorizava o povo de Tebas por meio de desafios e, se as pessoas não conseguissem desvendá-los eram devoradas.

Conta a lenda que Édipo, criado por pais adotivos, mas filho do rei Laio e de Jocasta, regentes de Tebas, muito conhecido por ter matado o próprio pai, para dar cumprimento a uma maldição que estava sobre o rei, teve um encontro com a Esfinge.

Ao se aproximar, recebeu o desafio derradeiro: Qual é o animal que tem quatro patas de manhã, duas ao meio-dia e três à noite? E aí, você estaria livre dos dentes daquela mulher com corpo de Leão. Édipo se safou, pois respondeu que era o homem, justificando que quando se nasce ele engatinha, portanto anda sobre quatro pés, ao crescer passa a andar sobre dois e, finalmente, ao ficar velho, devido ao uso de uma bengala, passa a estar sobre três pernas. Alguns dizem que a Esfinge morreu depois de ter sido derrotada por Édipo, outros dizem que ela devorou-se.

Gostava muito das lendas, pois esses textos nos faziam pensar. Éramos questionadores e o gênero “charada” era uma constante na escola.

É importante continuar refletindo, ser desafiado, para aprender a superar barreiras das mais variadas e não ser devorado por pseudo-inteligências. Não sei se a prática da charada ainda acontece na escola, mas para exercitarmos um pouco esse gênero, segue uma que fez parte da minha vida.

“Estava sobre a corrente das águas e podia observar a enxurrada que descia do alto e era acolhida no lugar que lavava os detritos dos cansados. Eu era o grande mergulhador e aquele que prendia as vestes até elas experimentarem a secura por meio dos ventos daquele lugar acolhedor”. Quem sou eu? Que lugar é esse?

Calma, fica o desafio, mas nada de ser devorado. O primeiro que postar uma resposta, ainda que aproximada, ganhará o livro “A Tríade” de minha autoria, com três outros escritores. O ganhador poderá retirar o livro na Universidade Cruzeiro do Sul, na Assessoria da Pró-reitoria de Extensão, ok?

Abraços lendários…

10 respostas para “PENSAR PARA NÃO SER DEVORADO…”

  1. Eu acho que é um pregador… E ele está num varal, daqueles que ficam do lado de fora da casa, no quintal.

  2. Paulo Henrique disse:

    Um mergulhador ? um garimpeiro ? um lavrador ? ‘-’

  3. Paulo disse:

    Eu acho que é um garimpeiro…. Pois no rio ficam cansados de procurar ‘-’

  4. Kauê Costa disse:

    Acredito que o local seja uma cachoeira ou qualquer outro tipo de queda d’água, e o indivíduo pode ser uma árvore, talvez… arriscando hehe…

  5. Quem sou eu? um passáro. lugar uma gruta.

  6. Carlos Andrade disse:

    O Bruno acertou uma parte, o personagem e o segundo local, mas e o primeiro local?

    Na próxima semana, dou a resposta e a primeira pessoa que postar corretamente o primeiro local da narrativa, ganha também o livro.

    Você já ganhou Bruno, basta passar na Pró-reitoria de Extensão e pegar A Triade. É para ler hein…. rs.

    Abraços.

  7. Carlos Andrade disse:

    Grato pessoal, rs… É muito bom ver a participação e vocês.

  8. Anderson Barros disse:

    Acredito que o primeiro local seja o lavatório, a pia de lavar roupas, com a torneira aberta, no momento do enxague por exemplo.
    Parabéns pelo texto professor, muito bom como de costume.

  9. Putz!… Só vi agora (nota: quase um ano depois) que eu ganhei o livro!!

    Professor, diz uma coisa, ele ainda está disponível?? Nunca é tarde pra salvaguardar um livro.

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