SEMANA CULTURAL

13/mai/2011

Quantas vezes, neste mês, você visitou algum espaço cultural? E se eu perguntasse, nos últimos três meses? Sei que muitos diriam fui ao cinema, ao teatro, visitei uma exposição de artes plásticas. No entanto, tenho quase que certeza que muitas pessoas diriam: “Ops!!! Este mês só consegui trabalhar e estudar. Não tive tempo para mais nada”.

Em uma cidade como São Paulo, a falta de tempo é diretamente proporcional ao número de atividades que os diversos espaços de cultura oferecem. Desde as praças públicas, até os teatros mais sofisticados, nossa cidade é abastada de inúmeros espetáculos/exposições de caráter artístico. Ao mesmo tempo, uma grande parcela de paulistas sofre por não conseguir conciliar agenda e horário a essas atividades da grande metrópole. É um tremendo paradoxo.

No entanto, participar de atividades culturais, além de elevar nosso espírito, enriquece nosso saber. Tornamo-nos mais criativos e críticos, quando podemos participar da criatividade e da criticidade que estão presentes na materialização dos mais diversos trabalhos de nossos artistas. Se a cultura já foi observada como uma manifestação única e universal, atendendo apenas uma visão monocultural, oferecida para alguns privilegiados, hoje a vemos de forma plural. Lugar de manifestações diferenciadas, de saberes que se completam. Ela está nos muros grafitados, nos centros e oficinas culturais, na roda de amigos que curtem fazer um sarau, no teatro, no cinema, nos espaços comunitários, nas praças e ruas de brincadeiras.

Para mim, participar desses momentos/lugares/manifestações culturais é como respirar. Quando estou em algum lugar apreciando a arte, seja ela em qualquer tipo de manifestação, percebo a grandeza humana e como poderíamos dar mais cor à nossa vida.

Não fique no escuro hein!!!! Se quiser dar o primeiro passo para esse exercício de participação, aproveite, pois a Universidade está preparando uma semana cultural que já virou calendário anual. De 23 a 27/05, poderemos apreciar bem de perto várias atividades culturais que serão desenvolvidas na Cruzeiro do Sul, com o propósito de buscar esse link importante para a formação plena de seus estudantes e comunidade. Confiram na página Universidade www.cruzeirodosul.edu.br. Espero vocês por aqui.

6 respostas para “SEMANA CULTURAL”

  1. Prof Ms. Benedito Macedo disse:

    ANação que tem fome, também tem fome de cultura!

    Uma revolução está ocorrendo sem armas nem mortos ou feridos e a internet é a culpada. Ferramenta que não permite apenas que o acesso à tecnologia seja maior, ela também define novos parâmetros de se obter e produzir cultura.

    A possibilidade de compartilhamento de músicas, textos e vídeos em blogs, por exemplo, proporciona que um garoto do interior do Brasil possa ter acesso ao som de uma banda punk da Escandinávia. Esse mesmo jovem pode descobrir no YouTube cenas de um filme de Glauber Rocha e discutir Focault com a mesma ênfase que emprega na leitura da literatura de cordel aos mangás japoneses.

    O que estamos vivendo, além da óbvia globalização de culturas, é que o indivíduo com acesso à internet é multifacetado em suas escolhas. Não há mais classes ou identidades que possam definir com exatidão o gosto, hábito ou estilo de vida do indivíduo.

    Por fim: a revolução digital muda o consumo, logo a forma de pensar, e pensar criticamente é subverter o sistema padronizado e “plastificado”. A cultura sem formato físico voa além das demarcações territoriais e programa novos passos, o que de fato, resultaria em uma sociedade mais consciente de seu papel. Se for mais uma utopia “reciclada”, deixe estar… O que importa é que essa nação que tem fome, também tem fome de cultura, tenha ela o formato ou a linguagem que tiver.

    PS: Aproveitem o espaço universitário para degustarem de uma Semana Cultural que promete ser repleta de conhecimentos.

    • Carlos Andrade disse:

      É querido amigo, os paradigmas mudam e com eles as pessoas. A revolução digital fez isso com certeza, muitas vezes desumanizando as pessoas. Lembro-me de alguns filmes como O homem bicentenário, Inteligência Artificial que mostraram a busca pela humanização das máquinas. No entanto, parece-me que os homens se robotizam a cada dia.
      Quando olho para a revolução digital percebo nela fragilizadas e potencialidades, no entanto, fico pasmo ao ver as pessoas deixarem práticas sociais tão importantes como visitar museus, participar de shows, de teatro, de cinema, para ficarem apenas atrás de seus notebooks. Isso, para mim é um problema. A pintura, não deixou de existir com o advento da fotografia, buscou novos rumos, temos hoje excelentes pintores e excelenets fotógrafos. É isso que penso, o saber construído pode conviver, podemos como seres inteligentes que somos, participar de um jogo em realidade virtual e, também, fazer uma bolinhas de sabão (minha neta adora),rs.
      Grato pela participação. Super abraço.

  2. Prof Ms. Benedito Macedo disse:

    Nossa, sangue, guerra e terrorismo dá mais IBOPE que cultura, kkkkk

    Brincadeirinha, mas apenas um puxãozinho de orelha para comentarmos também sobre cultura, que é a via de mão única para a saída de tudo de podre que temos visto no mundo.

    • Carlos Andrade disse:

      É isso… o sensacionalismo, infelizmente, está dando mais ibope que a exposição chinesa na Pinocoteca. Espero que as pessoas acordem para isso.
      abs

  3. Andréia Nagata disse:

    Prof. Carlos gostei do tempo ser proporcional ao nº de eventos…Realmente é a saga que vivemos!!!
    Abs.

    • Carlos Andrade disse:

      É isso Andréia. Apesar da correria temos de buscar tempo para o envolvimento em atividades culturais. Com certeza experimentaremos conhecimento com prazer.
      Lembrando que em São Paulo, temos as mais variadas opções para atividades culturais. Agora mesmo, um aluno acabou de me dizer que assitiu Guliver e que gostou muito, com certeza vou confirir, rs.
      abração

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