MÚSICAS-CHICLETE

12/mai/2011

“O rebolation-tion, o rebolation, o rebolation-tion, o rebolation”. Já reparou como determinadas músicas se instalam no nosso cérebro durante dias?

Geralmente, as “músicas-chiclete” possuem rimas pobres e repetitivas. Bom, isso é o mínimo que se pode dizer de “Você, você, você, você, você, você, você quer?”, o novo hit da Mulher Melão.

O pesquisador James Kellaris da Universidade de Cincinnati denominou esse fenômeno como Earworm, numa tradução livre, minhoca de ouvido. Para Kellaris, 98% das pessoas vão, em alguma ocasião de suas vidas, sentir uma determinada música se repetindo compulsivamente dentro de sua mente.

Nesse caso, a máxima ‘mente vazia, oficina do Diabo’ parece valer, pois o tal fenômeno ocorre, justamente, quando estamos desocupados. A pesquisa também identificou que as mulheres são, estranhamente, mais suscetíveis à “música-chiclete”. Portanto, cuidado meninas!

Segundo a pesquisa, não há como se livrar dos clássicos grudentos, o jeito é programar o cérebro para um repeat sem fim. Mas, como brasileiro adora um jeitinho, o site Desescute oferece ajuda aos repetidores anônimos. Segundo o site www.desescute.com.br, a única forma de tirar uma canção da sua cabeça é colocar outra mais pegajosa no lugar.

É, parece que quando estamos totalmente coagidos pela melodia grudenta não adianta implorar: “Vou não, quero não, posso não, minha mulher não deixa não, não vou não, quero não.”

Inté!

Fonte: Revista Super Interessante

19 respostas para “MÚSICAS-CHICLETE”

  1. Edgar MS disse:

    Isso se da pela Preguiça q as pessoas tem em reconhecer belas melodias , letras de musica com conteudo , pois fica mais facil de colocar na cabeça creu creu creu creu , ou eopente eo pente o pente ou vc vc vc vc, musica de uma palavra so e sucesso dos jovens , sou mais o samba de uma nota so de Tom Jobim

  2. beth disse:

    musicas chicletes ficavam muito na minha cabeça numa epoca mais calma da minha vida, agora nem tenho tempo de ficar com a musica na cabeça…
    mas na epoca os funks sem conteudo ficavam e não feliz eu cantava eles pra minha inseparavel amiga, e ficavamos numa brincadeira de tentar lembrar de outras musicas q gostavamos pra chiclete sai, mas nem sempre dava certo…
    - profª um otimo post como sempre né… paarabens!

  3. Renato Moraes disse:

    Sensacional! Parei para refletir e em menos de cinco minutos consegui levantar pelomenos dez músicas históricas-chiclete. Alguns trocadilhos, palavras de multiplos sentidos, ritmos envolveltes, jingles rídiculos, ufa quase fiquei maluco.
    Alguns até chamados de Sucesso, ditando moda e comportamento de pessoas.
    Então pensei, todo este “audio-viral”, está realmente armazenado em nosso HD interno, e que durante tempos são renovados, mas nunca deletados.
    Feliz aqueles que conseguem ficar 24 h sem estas informações, viva os homens das cavernas.

    abraços fraternos.
    Renato Moraes

  4. danilo disse:

    Essas músicas realmente pode ser chamadas de minhocas de ouvido eu denomino como fenômeno como “imposição musical”, como uma mensagem subliminar feita propositalmente para que você se entregue a música mesmo que de forma inconsciente

  5. Adriana Nascimento disse:

    tenho várias minhocas de ouvido. o pior é que não ouço músicas em casa, fico com os horrores que ouço dos vizinhos. o que eu acho mais interessante e, o que me intriga mais, é que as pessoas que ouvem músicas altas, dentro do metrô, onibus e tals…sempre escutam o que a gente mais odeia. Por que?

  6. Luiz Fernando Aumada disse:

    É incrível como ao ler o texto minha mente escuta sua voz.
    A maior verdade do texto é, a minha professora conhece musicas que eu nunca imaginei que ela conheceria.
    Um beijo !

  7. Alfredo disse:

    Realmente Professora… tenho que concordar que essas músicas quando pegam pra encher… ficam na gente dias e dias.
    Mas o pior é saber que para tirar uma música pegajosa é preciso ouvir outra pegajosa também! UASHAUSH. Realmente, ningupem merece, né! Rsrs!

  8. Danilo Cardoso Teixeira disse:

    como uma mensagem subliminar que encrava no cérebro como um prego em madeira algo difícil de tirar e o pior sem respeito intelectual e ético impondo essa minhoca de ouvido como cultura brasileira absurdo!!!

  9. Ricardo disse:

    Ótima observação.
    Aliás, vale lembrar que as músicas chicletes sempre fizeram parte de nossas vidas. Digo isso porque a pouco tempo foi publicado na revista Veja Edição 2205 – ano 44 – nº 8/ Fev 2011, uma nota com o título “O sucesso no tempo de um hit” e de cara veio o refrão:
    AI DE MIM AI/ AI BLAU BLAU/ BLAU BLAU, BLAU BLAU.
    Acredito que muitos “no túnel tempo”, não se lembram do nome da banda, mas a música vem facilmente à memória como a lembrança de um pedaço de pizza de alho da noite anterior, rsrsrsrs…
    Segue abaixo link:

    http://veja.abril.com.br/blog/10-mais/musica/os-10-cantoresbandas-que-nao-duraram-mais-do-que-um-hit/

    Um abraço a todos e ótima semana.

  10. Samuel disse:

    Quando vou na chácara de parentes, eles somente tocam música sertaneja grudenta, ainda bem que nessa horas, estou deitado na rede concentrado em minha leitura.
    As minhocas que escuto são de lotações, vizinhos e etc hehhehe. Mas claro que todo mundo já teve várias minhocas na vida, sem exceções!

  11. João disse:

    Fonte: Revista Super Interessante???
    A Fonte não deveria ser: Regina Tavares???
    Viva o CTRL C + CTRL V!!!

  12. Leila Moreira disse:

    Isto acontece também com a Língua Inglesa. Eu falo sempre para os meus alunos que algumas vezes eles cantam algumas músicas que têm no máximo 20 palavras e 10 delas adivinhem qual é… “baby, baby,baby, baby”. É o mais impressionante é que elas grudam na cabeça da gente exatamente como chiclete.

  13. [...] de Ivan Lins.  Senti um alívio porque, em geral, o que gruda na nossa cabeça são aquelas músicas-chiclete com rimas pobres e repetitivas. Mas, por outro lado, a frase título da música, repetidas tantas [...]

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