Por Marcelo Paes Barros

Prezados leitores, um grande 2017 para todos! Depois de uma quase imperdoável ausência, resolvemos, nós editores do BLOG Cruzeiro do Sul, voltar à ativa! Esse renascimento se deve a vocês, alunos, funcionários, colegas acadêmicos e leitores desse BLOG que, através de manifestações pessoais ou digitais, questionaram a ausência de novas matérias. Surpreendemo-nos. Vocês estão certos: esse é um veículo livre de expressão que não pode padecer! Obrigado pelas manifestações de apreço por esse nosso trabalho criativo.

Gostaria de reativar minhas atividades nesse BLOG com uma breve reflexão sobre a felicidade. Sob meu ponto de vista, a felicidade deveria ser SEMPRE o objetivo final de qualquer, absolutamente qualquer, atividade que desempenhamos em nossas vidas. Busque-a, sempre! Sob essa premissa, uma boa dose de serotonina deveria inundar nossos cérebros (córtex frontal, principalmente) ao final de cada atividade desempenhada e, assim, nos trazer um prazer recompensador. E digo mais: se houver, preferencialmente, algum nível de apreciação ou reconhecimento do trabalho desempenhado, a motivação para repetir aquela atividade ou se aventurar a qualquer outra, mesmo que mais desafiadora, será ainda maior! Risco-recompensa, é o princípio aqui envolvido. Sair da zona de conforto, do status quo, parece ser a melhor estratégia para a felicidade. Infelizmente – advérbio precisamente encaixado aqui – não é isso o que geralmente acontece.

Somos forçados a seguir roteiros pré-determinados na sociedade moderna. Não há muito espaço, ou melhor, tolerância, para inovações ou quebra de padrões. A vida moderna parece ser uma peça de teatro exaustivamente ensaiada e com personagens muito bem caracterizados, mas não um espetáculo cômico de improviso. Tal fato pode ser evidenciado com uma breve conversa com seus amigos, principalmente da mesma faixa etária! São EXATAMENTE os mesmos problemas e dilemas – existenciais ou profissionais – mas em endereços diferentes.

dalai lama

Os padrões sociais pré-concebidos são evidentes nos adolescentes e suas selfies superproduzidas, as quais são (e devem ser, segundo essas diretrizes sociais) constantemente divulgadas nas mais diferentes mídias sociais. Jovens desesperadamente buscam sua própria identidade, aceitação e autoestima. Pobre do garoto que postar uma foto desleixada na sua página do Facebook: o bullying será imediato, ainda mais nessa era digital que vivemos!

Os personagens da peça teatral são também protagonizados por jovens adultos e seus narguilés, tatuagens, fotos na piscina e cabelos coloridos. Por mais diferentes que tentem ser, todos estes itens se enquadram no mesmo padrão esperado para aquela faixa etária. E que tal os trintões? Jovens executivos, work-a-holics ambiciosos, sonhando em trocar anualmente de automóvel e montar sua casa de praia/campo com o catálogo completo da Tok&Stok! Quarentões e suas viagens em motor-home pela Europa, suas motos Harley-Davidson, e selfies na academia. Tudo clichê. Vale um adendo: se as atitudes supracitadas lhes trouxerem real e genuína felicidade, façam! Mas, por favor, estejam convictos de que não se trata apenas de uma performance de encaixe social, ok?

Embora qualquer comportamento social atípico seja visto com enorme estranheza pelos membros da hermética sociedade, estas atitudes são as que eu, saibam vocês, mais admiro! Mais que admiro, invejo a coragem desses asteriscos do padrão social pré-concebido!

Admiro e invejo a professora universitária que largou tudo e foi viver em uma comunidade autossuficiente na Índia. Admiro e invejo a executiva de sucesso que largou seus tailleurs e jantares de negócios e foi tentar outro curso de graduação, vinte anos após sua primeira formatura. Admiro e invejo os jovens surfistas que viajam o mundo atrás de ondas naqueles incríveis programas do Canal Off.

“Irresponsáveis! Vagabundos! Iludidos!”, braveja a grande maioria da sociedade.

“Felizes…”, digo eu.

Sei que é difícil fugir desses padrões sociais. Por outro lado, acredito que só realmente morremos quando deixamos de sonhar ou quando não mais buscamos a felicidade em nossas vidas. Recuso-me a deixar de ser feliz!

Pensem nisso.

Anexo aqui um videoclipe para sua inspiração!

5 respostas para “Arrisque-se a ser feliz”

  1. Dimitri Barros disse:

    Do seu filho que te aprecia e elogia se trabalho a todos os amigos e pessoas que me rodeiam, te admiro muito, é o meu maior exemplo de profissional, me ensina várias coisas, por isso vou copiar o link dessa matéria e me mandar no WhatsApp. .. obrigado por ser o melhor pai.

    • Marcelo Barros disse:

      Puxa Dimitri,
      Essa vc me pegou de surpresa! Sou eu quem tem orgulho de ter um filho como vc! Sempre conte comigo e espero sempre estar do seu lado! Um beijo, cara

  2. Ana disse:

    O caminho até a tão sonhada felicidade é árduo e digo mais medonho. Mas é tão gratificante que muitas vezes a conta bancária não importa.

  3. Anna disse:

    Arriscar pode lhe levar ao prazer ou ao fracasso. Mais uma coisa não podemos negar, se você quer ter sucesso, precisa se arriscar, não tem jeito!

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