Carlos Andrade

Olhei o calendário no meu celular quando acordei e vi que marcava dia 02/12/2013. Pensei comigo, mais um ano que praticamente acabou, estou ficando velho…

Nesses momentos em que nosso cérebro dá um estalo de consciência muito aflorada, tendo em vista que olhamos para a vida, a gente logo pensa que o tempo não pára. Ninguém pode segurá-lo.

O tempo não para

Quase que de pronto, a canção de Cazuza surge na mente. Não sei se é do conhecimento de todos, no Museu da Língua Portuguesa, há uma belíssima exposição deste jovem poeta que nos deixou tão cedo. Ele foi consagrado por suas letras ao mesmo tempo cheias de beleza poética e de crítica por apontar questões sociais das mais várias ordens. Amado e criticado polemizou o seu tempo e cumpriu o seu papel.

Neste meu último post do ano, pensei em falar sobre o tempo e como ele nos devora. De certa forma, a canção de Cazuza nos aponta questões importantes para que pensemos na nossa trajetória, nesse tempo em que vivemos. Um contexto conturbado de correrias que nos oferece pouco tempo para refletir e pensar naquilo que de fato importa.

Cazuza

Todos nós disparamos em nossa jornada diária e, por mais que corramos, encontramo-nos, muitas vezes, atirando para todos os lados e não acertando absolutamente anda. Os dados da vida são rolados diariamente e sempre temos um leão novo para matar. Não se pode esquecer que uma força natural brota a cada manhã e continuamos como leoa (é aqui cabe mais o sexo feminino mesmo) que precisa caçar sua presa, pois tem de alimentar sua cria. Vamos de certa forma desviando dos atropelos, assegurando que nenhum projétil nos atinja e de que não estejamos em nenhum edifício que comece a ruir. Luta brava, pois o tempo não pára. Vamos sobrevivendo aos nossos momentos com apenas alguns arranhões.

Nessas andanças temos fé de que dias melhores virão, mas ficamos perplexos, pois continuamos vendo o futuro repetir o passado.  As grandes novidades muitas vezes revelam apenas uma nova roupagem para ideias que não foram consolidadas. É o tempo não pára…

Se pensarmos diferente, ou vivermos de forma mais própria e pessoal, chamam-nos de tantos nomes, que no tempo de vovô e vovó nem se ousava pensar. No entanto, se deixarmos de acreditar, ou se não fizermos mudanças nos momentos em que exercemos nossa função cidadã, o tempo não pára e a frustração se instala.

Temos de limpar as bacias o côncavo e o convexo, tirar de lá os ratos que transformam os sonhos em pesadelos.

É bom lembrar que não estamos derrotados, não devemos ficar calados. É importante compreender os museus de grandes novidades e entender que a alma humana é paciente, sincera, singela, mas não é tola, ignorante, néscia, parva, pateta, nós pensamos, por isso mudamos, mudamos no tempo que não pára. É preciso se mostrar no caminho, para que outros possam ver que não estão sozinhos.

Desejo a todos um feliz natal e um novo próspero. Com este clichê, quero levá-los, queridos leitores, a pensar nos natais de outras pessoas que não serão tão bons e no próximo ano que não será mais fácil que este. Pensemos que será ano de eleição, de limpeza, de mudanças reais que podem favorecer o coletivo.

Reflitamos: mudar é preciso…, pois “o tempo não pára” e “não volta mais…”.

2 respostas para “O TEMPO NÃO PÁRA…”

  1. Lua Rodrigues disse:

    Com certeza não para e sempre estamos indo cada vez mais longe.

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