As festas juninas estão chegando e com elas festejos e tradições de encher os olhos. Quem nunca participou de uma quadrilha no ensino fundamental, não é mesmo? Tais comemorações se remetem a santos populares como Santo Antônio, São Pedro, São Paulo e São João.  De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses durante o período colonial.

O termo quadrilha advém de “quadrille”, em francês, e veio para o Brasil graças ao interesse das elites portuguesas e brasileiras do século XIX por tudo o que vinha de fora. Com o passar do tempo, a quadrilha se popularizou e se fundiu com outras danças brasileiras; seu ritmo foi modificado, novos instrumentos foram incorporados e os passos também foram alterados. Costumeiramente encontrada no nordeste ou em regiões mais caracterizadas pela tradição caipira, a quadrilha atual tem uma estrutura teatralizada conduzida por um marcador, alguém responsável por cadenciar a dança ao dar comandos aos seus participantes. Você já deve ter ouvido frases como: “Olha a cobra”. No passado, as quadrilhas ocorriam em espaços livres, chamados de arraiais, neles barracas com comidas típicas, gincanas e simpatias animavam a festividade à luz da fogueira. As fogueiras possuem origem europeia e fazem parte da tradição pagã de celebrar o solstício de verão, favorável à colheita de grãos como o milho, por exemplo. Daí a abundância de alimentos preparados com milho nas festas juninas. É uma verdadeira fartura de canjica, pamonha, pipoca, bolo de milho e outras guloseimas. A fogueira, ainda hoje, marca as festas de São João na Europa.

Assim como outras danças tradicionais brasileiras, a quadrilha foi sistematizada e largamente difundida em igrejas, escolas, clubes e associações de bairro. Há quem classifique a prática como um ato de folclorismo exagerado e artificial no qual a cultura caipira e nordestina é caricaturada. Entre um quentão ou outro é possível afirmar que as tradições juninas têm obtido espaço no contexto urbano e reavivado o mínimo respeito pelas práticas campesinas no século XXI, o que já é um baita mérito.

Fique ligado, em breve, o Colégio Cruzeiro do Sul deve anunciar a sua festa junina e você será convidado.

Inté!

8 respostas para “Acende a fogueira do meu coração”

  1. Karina disse:

    Acho que é tipo o que acontece com o dia do índio e outras comemorações na escola. Tudo fica muito estigmatizado e sem consciência. De onde é aquele índio que a gente pinta no primário???

  2. Rozy disse:

    Excelente matéria Re, amei…Parabéns!

  3. Tatiane disse:

    É enteressante saber as raizes das culturas instaladas em nosso país. Excelente matéria!!!

  4. Helena disse:

    Adoro a época de festas juninas, o clima muitas vezes inocente… Sempre me recordo meu tempo de criança, naquelas danças da escola. Minha mãe me vestia com aquele vestido mega colorido e o chapeuzinho de trancinha… Ah, que saudades!

    Bons tempos de criança, adoro essa época! :)

  5. Larissa disse:

    Engraçado, apesar de ter origem portuguesa, as festas juninas se aproximam tanto do contexto brasileiro, que consigo associá-las apenas ao nosso país e regiões. Acho que essas festas resgatam um clima inocente que nos recordam os momentos típicos familiares, como o cheirinho do vinho quente, o chapéu de palha, o bolo de milho da da vovó…

    As festas juninas fazem parte do nosso imaginário infantil que será relembrado até em nossa vida adulta.

  6. Ricardo disse:

    Realmente foi um banho de cultura.
    Eu adoro o período das festas juninas.
    É uma tradição que eu quero passar para o meu filho.
    Vou esperar o convite.
    Abraços.

  7. danilo cardoso disse:

    Olha só fato de se comemorar uma festa e compartilhar com outras já é grande valia principalmente com uma festa de âmbito nacional

  8. Parabéns Regina, belo post, realmente a festa junina é um marco em nossa vida, e nos faz recordar de lembranças maravilhosas.

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