Ninguém pode negar que o mundo mudou. Muitas invenções facilitaram a vida das pessoas. A tecnologia cresce e a cada dia um novo produto está no mercado, buscando persuadir os seus possíveis compradores.

Alguém pode imaginar o mundo sem celular? E sem cartões de débito e crédito? Jogos eletrônicos e comunicação web. Tantas coisas que nem seria impossível relacioná-las em um post.

Fico perplexo quando vejo a interação que as novas gerações fazem com toda a tecnologia à disposição, parecem brincar com tudo de uma forma muito consciente.

A pergunta é: será que toda essa parafernalha veio para nos libertar, dando nos tempo para fazer outras coisas, ou elas a cada dia estão nos escravizando e estamos ficando completamente à mercê daquilo que foi criado?

A criatura está dominando o criador? É fácil deixar de lado esses aparelhos tão bem elaborados, bonitos e cheios de possibilidades interativas? A resposta a segunda questão, pode dar pista para a primeira.

Ontem, passei duas horas respondendo post do Facebook. Gosto da interação virtual e das amizades que são construídas via net, mas se eu fosse contar quantos desses amigos vi no último semestre, eles caberiam em uma das mãos.

Fiquei meio pasmo quando percebi que há um mês não tinha falado com minha netinha a não ser pelo Skipe, telefone, ou MSN. Ela está crescendo e em breve não vai mais querer passear com o vovô.Namorados e amigos serão mais interessantes em breve, por isso corri nesse final de semana para abraçá-la e brincar com ela, foi muito bom.
Não estou fazendo uma apologia de que devamos negar a tecnologia, desligá-la. Ela veio para ficar e se bem usada nos favorecer e muito.

A reflexão que faço nesse momento é a de saber compartilhar esses mundos: o real e o virtual, pois ambos têm suas potencialidades. O que eu acho é que devemos sair da toca às vezes. Então: vamos ao cinema? Ao teatro? Ao parque? Aos museus? À padaria da esquina tomar um café e papear? À praça conversar? Quem sabe sair do quarto e ir até a sala e assistir um programa de TV?

Estou, às vezes, no Café aqui na Universidade, no Campus São Miguel. Dê uma passada por lá, quem sabe poderemos papear um pouco, para além das fronteiras virtuais. Se não der, não vamos nos estressar, encontro com vocês por aqui, ou no face, rs.

10 respostas para “Novos tempos, velhas reflexões”

  1. Renato disse:

    E aeh Professô, firmeza? Ou num é professô é Dotô?… sei lá, vou te chamar de professô… pois é assim que o vejo, professô daqueles clássicos, ok? Firmeza? E nóis!

    Pensei que não fosse mais postar!

    “Ué… o que aconteceu com as viagens caríssimas a Europa? Museus na França, Itália, E.U.A.? Perdeu a graça horas e horas no playstation 3? Não acredito que o seu notebook de $32.898,39 (um dos mais caros do mundo) não te faz feliz? Vai dizer que o seu celular (pós pago é evidente) não é um alento? Professô… meuh… Padaria? Tah maluco? O que pega é o restaurante Fasano, Ecco e A Figueira Rubaiyat! Café? Se tah loko, o negócio é Champanhe Perrier Jouet 2000 Belle Epoque! Com essa simplicidade os outros colunistas deste Blog vão se afastar de você, não vão mais convida-lo a ir para a Europa pra dizer que ama o Brasil (de bem longe), irá lhe tirar o título de professô (ou Dotô), ou até mesmo irão fazer um protesto de cara pintada na frente da sua casa com a madames do crochê!”

    Professô… acima tô tirando onda, por isso o texto está entre aspas… apesar de as vezes você levantar algumas bandeiras da qual eu não concordo, pude notar que já não é a primeira vez que você demonstra em seus posts que és um pessoa simples, e não é uma simplicidade forçosa para estrangeiro ver, parece-me que lhe é algo natural e isso é muito bom para sua neta, para sua família e para aqueles que vivem a sua volta!

    Até mais!

    • Carlos Andrade disse:

      Oi Renato,

      Tudo bem com você também? É bom ser chamado de professor no contexto em que a profissão não está tão em alta. Sinto-me muito feliz por poder compartilhar o que aprendi com tantos alunos.
      Fiz outras postagens, acho que você não as viu.
      Apesar de ter muita vontade, não fiz viagens caríssimas, preocupei nesses dias com a saúde, pois o tempo passa e precisamos cuidar de nós mesmos, não é verdade.
      Às vezes, fico preocupado com sua postagem, pois você tem uma referência equivocada das pessoas.
      Antes de tirar conclusões é importante conhecê-las direito. Quem dera eu possuir tudo o que você diz, não vejo nenhum demérito nisso. Se a conquista foi ética e de muito trabalho, não é?
      Meus colegas de Blog são pessoas muito boas, simples e inteligentes. Você mesmo é testemunha disso. Eles estão ligados aos mais diversos assuntos, todos aqui tem procurado falar de forma transparente, buscando um debate para aprimoramento do conhecimento.
      Agradeço pelas suas palavras em relação a simplicidade que procurei construir durante a vida. Acredito que a vida é curta para não sermos simples e gostarmos das coisas simples.
      Concordo com você, família é algo divino, na verdade uma dádiva que promove a alegria, pelo menos para mim tem sido assim.
      Abraço grande e continue conosco.

      • Tiago disse:

        Para vocea que tem que estar sempre lgdiao, cheio de energia e este1 cansando e/ou insatisfeito com seu energe9tico que e9 tempore1rio!Experimente POTcaNCIA!!! O energe9tico que nunca te deixa na me3o. Pois ele tem como ingrediente principal aquele era, aquele e9 e aquele que ha de vir.Evento de divulgae7e3o: dias 14 e 15 de outubro, na Praia do Flamengo, 72A.Entrada franca.

  2. Eh, meu velho, até tento tirar esses bichos da toca, mas tá difícil, viu.

  3. Anderson Barros disse:

    Prezado professor,
    Realmente a tecnologia é algo tentador e a cada dia ocupa mais espaço em nossa vida, são inúmeras as possibilidades da criação dominar a criatura. Frequentemente termos como workaholic e infoholic são muito frequentes, sobretudo o segundo, pois na atualidade a informação está disponível em um click, os ebook`s já ameaçam fazer parte da vida de um número cada vez mais crescente de pessoas devido a criação das tablet`s, ouvi hoje uma notícia em um programa de rádio voltado a tecnologia que dizia que será possível ler livros em aparelhos de videogame.
    Toda essas inovações podem facilitar a nossa vida, se procurarmos a justa medida ao invés de tender ao vício, como nos ensina Aristóteles. Para isso devemos usar o bom senso humano, pois cada um tem seu limite.
    Devemos muito ao gênio Steve Jobs, fundador da Apple, que nos deixou ontem devido a problemas com câncer. Aproveito o espaço para também, homenageá-lo, compartilhando a homenagem da Apple em seu site oficial. “A Apple perdeu um gênio visionário e criativo, e o mundo perdeu um ser humano fantástico. Aqueles que tiveram a sorte de conhecer e trabalhar com Steve perderam um amigo querido e um mentor inspirador. Steve deixa para trás uma companhia que só ele poderia ter construído e seu espírito será para sempre o pilar de sustentação da Apple.”
    Para quem não conhece a biografia do gênio, segue rápida descrição do que foi, é e sempre será o Steve Jobs para o mundo. A matéria é de Mariana Schittini, redatora do jornal O Diário de São Paulo.
    “Mas o que surpreende não é apenas a história do geniozinho adotado que não terminou a universidade e mesmo assim entrou pra história por feitos que literalmente mudaram o mundo. O que encanta não é só a dedicação e amor ao seu trabalho, nem a determinação em alcançar a perfeição. O que inspira não é unicamente a capacidade que Jobs tinha de lutar pela vida e renascer das cinzas. O que impressiona, mesmo, é a capacidade que ele tinha de nos convencer de que cada palavra do que ele dizia era verdade absoluta (mesmo que não existam verdades absolutas). O que hipnotizava era o carisma, característico de quem acredita, e muito, no que diz e faz, que ajudou a fazer da Apple praticamente uma religião. Não há no mundo uma empresa que tenha consumidores tão fiéis. E a Apple é uma religião cujo Messias é humano e, parafraseando Nietzsche, demasiado humano” (Mariana Schittini, Diário de SP).
    Até a próxima.

    • Carlos Andrade disse:

      Muito bem lembrado Anderson, há pessoas que fazem a diferença e impulsionam a humanidade. Acredito que todos nós, como seres humanos, estamos tristes pela perda de um homem além do seu tempo, como Jobs.
      É isso que procurei dizer no texto, a tecnologia que nos foi dispensada é fantástica, mas não podemos esquecer que somos pessoas e temos um tempo. É preciso aproveitá-lo em toda sua integralidade.
      Abraços,
      Carlos Andade

      • Erick disse:

        Deus vai nos surpreender com seu Poder e Glf3ria neesss 2 dias. A cada dia que passa meu corae7e3o bate mas re1pido! Esses 2 dias entraram pra nossa histf3ria, nunca mais seram esquecidos. Vamos ser impactados com a presene7a do Espedrito Santo, ele tere1 a total librdade em nosso meio. Vamos tremer os alicerces daquele lugar com a Presene7a de DEUS.

  4. Camila O. Menezes disse:

    Prof. Carlos, bom dia!

    É verdade!!! Por vezes ficamos paralelos no mundo virtual.. E acabamos perdendo momentos que serão únicos e se os perdermos não podemos jamais “recarregar a pagina”. É bom ter acesso a rede, sim! Mas, nada supre um abraço real, o aconchego do colo do vovô e um sorriso que não seja [=)]. Abraços!!!

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